
No dia 06 de novembro último, através do
Genizah (sempre ele!), tomei conhecimento de uma enquete veiculada no site do Senado Federal para saber qual a opinião das pessoas acerca da aprovação da PLC 122/2006.
Pra quem não sabe, e em linhas gerais, o que pretende a PLC 122/2006 é dar aos homossexuais direitos que nenhum outro cidadão civil tem, como, por exemplo, o de não ser criticado por suas escolhas. O embuste está em dizer à sociedade que a intenção é garantir aos homossexuais um direito constitucional: o de expressar-se livremente. Mas o resultado é exatamente o oposto, pois ninguém mais terá direito algum de expressar-se contrariamente a eles.
Para garantir o de um, retiram-se os de todos.
O que temos aqui é o predomínio de uma minoria sobre a imensa maioria.
Interessante notar que, a guisa de democráticos, o que o Senado Federal e suas hostes ativistas gays armaram foi um tremendo simulacro de manipulação de informações e parcialidade, que não contava, entretanto, com a decência moral da opinião pública. Ou então, conhecendo-a, ignoraram-na (o que, também, é bem provável).
A pergunta da enquete, naquela ocasião, era expressamente esta (vide figura abaixo): “Você é favorável à aprovação do projeto de lei (PLC 122/2006) que torna crime o preconceito contra homossexuais?” (grifo meu).

Notem a sutileza.
Sorrateiramente, a pergunta induz o leitor ao voto favorável, chamando, desde ali, de preconceito qualquer opinião contrária ao homossexualismo.
Ou seja, na cabecinha mal intencionada deles, já há preconceito (e quem não for favorável à sua criminalização também demonstrará tê-lo); a questão é se deve ser mesmo crime ou não.
Mas, mesmo assim, eles ainda não revelam tudo. Veja o que disse o Júlio Severo a respeito:
“A enquete não explica para os internautas que os militantes gays vêem como ‘preconceito’ toda opinião médica, filosófica, moral ou religiosa contra o homossexualismo. A enquete também não revela para os votantes que toda manifestação contra o homossexualismo é considerada crime pelo PLC 122. Pregações contra o homossexualismo caem nessa categoria, e mesmo sem nenhuma lei semelhante ao PLC 122, pastores e padres já estão sendo ameaçados no Brasil (...)”
Independente disso, parecia haver muita gente ainda disposta a jogar água no chopp das intenções espúrias do governo.
Até o momento de minha votação, 62% das opiniões eram contrárias à aprovação do projeto, contra apenas 38% de votos favoráveis.
Mas, inexplicavelmente depois, a enquete “sumiu” (vejam só!) do ar.
Que coisa, não?
E muito mais inexplicável ainda foi, logo depois, o Senado divulgar, no mesmo site, uma pesquisa, vinda sei lá de onde, dando conta de que 70% dos brasileiros eram favoráveis à criminalização do preconceito contra homossexuais, quando sua “democrática pesquisa” indicava exatamente o contrário (leia aqui).
De onde eles tiraram isto? Alguém aí foi consultado? Eu não fui.
Aliás, que divulgação foi dada a isto?
Bom, mas eis que ontem, após inúmeros questionamentos por parte da população interessada, a enquete voltou ao ar...
Para sumir novamente, logo depois (clique aqui), como se sobrevoasse, desapercebidamente, o temível Triângulo das Bermudas.
Mistério...
Quase.
Hoje, ao ver as notícias, leio aquilo que poderia ser a luz no fim do túnel para as nossas “desinformadas” suspeitas.
O site Portal IMPRENSA divulgou a seguinte notícia: “Hackers atacam enquete do Senado sobre lei contra discriminação de gays".
Será?
A informação é de que um bug provocado pelo ataque de hackers (provavelmente crentes, né?! Afinal que interesses teria essa gente?) causou a falha nos servidores do Senado Federal, comprometendo o resultado da enquete, e, por isto, eles a teriam tirado do ar.
Talvez seja este o nome que eles dão (hackers) àqueles que prezam pela ordem e pela ética no convívio social.
A pergunta que não quer calar é: se o resultado fosse um rotundo “SIM”, contra um esquálido “NÃO”, eles tirariam do ar a enquete e atribuiriam tais números a um ataque de hackers?
Nunca se saberá, ao certo.
Mas a iniciativa do Senado de esclarecer o fato à população, além do esforço em equacionar um problema que deve ser mesmo muito inconveniente e constrangedor para eles, tadinhos, revela também outros cuidados.
Veja na figura abaixo, conferindo com a notícia do Portal IMPRENSA, o enunciado da enquete que o Senado Federal afirma ter veiculado em seu site.

Agora compare com a primeira imagem lá em cima, retirada da real enquete feita.
Confira ainda abaixo, diretamente da página do Senado, no lado direito, quando a enquete ainda estava no ar.

Você pode ler ali claramente: “Você é favorável à aprovação do projeto de lei (PLC 122/2006) que pune a discriminação contra homossexuais?” (grifo meu)
Por que a alteração, ainda que pequena, do texto? Ele, em momento nenhum, fez parte da enquete.
Não queria o Senado assumir uma mea culpa diante da imprensa e da opinião pública, de modo a amenizar sua dissimulação?
Nunca se saberá, ao certo.
Mas é, no mínimo, suspeita essa confusão toda ao redor de uma enquete sobre a qual não foi feita nenhuma divulgação realmente importante, e — o que é pior — repleto de interesses adversos de setores diversos da sociedade, e pouco dispostos a ceder espaço uns aos outros.
Num ambiente desses, não é exatamente inconcebível que um interesse maior queira se valer de suas influências políticas para sobrepor-se àquele inferior, subjugando-o ao seu totalitarismo intransigente.
Ainda mais se tudo isto parecer um acidente.
Tal como uma boa e velha organização mafiosa gostaria de fazer.