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O (DES)CASO NARDONI


Depois de 02 anos, estamos revivendo um dos momentos mais trágicos da história brasileira: o assassinato de Isabella Nardoni.

A mídia brasileira não fala de outra coisa.

Que bom, não?

Quem sabe não seja mesmo este o tempo de se fazer a devida justiça neste país como poucas vezes já foi feita?

Mas - por Deus - como eu ficaria imensamente feliz (depois de relativamente estupefato, é claro) se, depois de passado todo esse sensacionalismo confeteiro, valendo-se de uma justificada sensibilização popular, alguém, uma rara vivalma, se dignasse discutir a questão mais importante, e, na minha opinião, a mais inegável das verdades em torno deste episódio vexatório da mais hedionda das revelações da face humana.

E que questão é esta?

A degradação da família.

Isabella Nardoni é sim uma vítima...

Mas uma vítima de um crime que permanece (e parece que permanecerá) incólume: o de negar-lhe o sagrado e bendito direito de ter uma família.

Não digo a mera e relativamente simples estrutura familiar apenas. Essa - pai, mãe e filhos - ainda pode ser vista por aí com alguma freqüência.

Falo, sobretudo, da estrutura moral familiar. Aquela que forma cidadãos íntegros, de valores nobres e índole respeitável.

Aquela que rejeita toda corruptela de caráter, e que os ensina.

Essa mesma aí, que você, realista com um bloco de concreto armado, murmurou ser uma utopia no mundo de hoje.

Essa há muito tornou-se menor e desprezível na moderna cartilha de vida da sociedade humana.

Onde o importante é ser feliz.

Só.

Mesmo que isto implique em sofrimento de outros.

Neste universo, Isabella Nardoni, infelizmente, é só uma estatística; um número.

Que cresce assustadoramente na proporção em que é convenientemente ignorado.

Pois neste tribunal e neste júri não há juízes, nem promotores, nem advogados de defesa, nem jurados... Mas réus.

Todos réus.

DA PERFEIÇÃO DA VIDA...


Ninguém é perfeito? Conversa.

Eu conheci um cara perfeito.

Puxa, como tudo era perfeito pra ele! Aliás, perfeito é pouco. É sério.

Você precisava ver como tudo dava certo pra ele. Dava até raiva na gente – o que prova o quanto éramos imperfeitos perto dele.

Ele não teria aquela raiva. Ele não se irritava com ninguém! Não guardava mágoa de ninguém! E só deixava uma boa impressão.

Pra começar, o cara era lindo! Não, não era lindo porque eu tô dizendo que ele era. Não. Era lindo porque eu e todo mundo achava o cara lindo mesmo. Pra caramba. Nunca conheci ninguém que não dissesse isto.

Além do mais, era inteligente. Mas não era de uma inteligência assim comum, não. Era inteligente de fazer inveja mesmo. Só conversando com ele – sobre o que fosse – pra você ver. O cara sabia tudo de tudo.

Era gente boa toda a vida.

E era sincero, mas não desagradável, inconveniente ou mal-educado. Era de uma sinceridade assim que, mesmo falando a verdade – o que nem sempre é lá muito bom – a gente ainda gostava dele; ou do jeito que ele falava; ou sei lá do que era. Só sei que o cara era dez!

Tinha um bom trabalho – aliás, um ótimo trabalho (e como ganhava bem!) – e tinha tudo o que queria. E tinha as mulheres que queria... Quando queria. Não tinha uma que não quisesse ficar com ele.

Pô, gente, não dá nem pra explicar. O cara era um sortudo filho da mãe! Não tô exagerando. Se ele jogasse na loteria, ele ganhava. Ele ganhava tudo o que participava!

Tudo o que ele fazia dava certo, ia bem.

E acho que esse foi o problema.

Um dia, ele ia a um encontro com uma garota sensacional, bonito que nem ele só, elegante como o quê, num carro que todo mundo gostaria de ter. A noite estava linda, como qualquer pessoa jamais poderia imaginar. E até o trânsito ajudava: poucos carros na rua e nenhum sinal fechado no caminho.

Tudo absolutamente perfeito.

Até que ao cruzar uma avenida, outro carro, vindo sei lá de onde, atingiu em cheio ao seu.

Não houve o que pudesse ser feito.

Sua morte foi instantânea.

No outro carro, infelizmente, o mesmo triste quadro: o motorista também não sobreviveu.

Ninguém entendia direito como aquilo foi acontecer. Logo ele? Como algo pode dar tão errado para alguém com uma vida tão perfeita?

Só mais tarde é que soubemos que, para o seu azar, no outro carro, havia também um homem cuja vida era tão perfeita como a sua.

“Você era um exemplo de perfeição. Como era sábio e simpático! (...)
A sua conduta foi perfeita desde o dia em que foi criado,
até que você começou a fazer o mal. (...)
Por isso, (...) eu o humilhei (...)
Você ficou orgulhoso por causa da sua beleza, e a sua fama o fez perder o juízo.
Então eu o joguei no chão a fim de servir de aviso para outros reis. (...)
Todos os que agora olham para você estão vendo que você virou cinzas.
Você está acabado para sempre,
e todas as nações que o conheceram estão apavoradas,
com medo que aconteça a mesma coisa com elas."
(Ezequiel 28:12-19, NVLH)

OI, IMBECIS!

Vocês já notaram o tremendo mau gosto da Oi em sua última investida publicitária, veiculada na TV, em que uma menininha – linda por sinal – se mostra toda feliz e realizada com seu pai, só porque este lhe dá um celular, mesmo que por conseqüência de sua separação com a mãe?

É o cúmulo da inversão de valores, não?

E há quem defenda que a televisão – especialmente a TV brasileira, notadamente controlada por este Estado totalitário aí que nos governa – traga benefícios à família, como instrumento de socialização e toda aquela baboseira idiota.

Santo despautério!

NÃO TEM 40 ANOS QUE BASTEM

19 de novembro de 1969.

Maracanã, Rio de Janeiro.

Pelé marcava seu tão esperado gol mil.

Instantes depois, diante de centenas de microfones, pedia:


“Não quero festas para mim. Acreditem, acho muito mais importante ajudar as crianças pobres, os necessitados.”

19 de novembro de 2009.

40 anos se passaram, e tudo o que podemos dizer hoje é...

Milésimo gol de Pelé completa 40 anos

Só.


Porque, de resto...



p.s.: Para ler outro texto meu sobre isto, clique aqui.

GAYS GANHAM TERRENO


Repercutiu (e mal) em todo o país a entrevista que a psicóloga Rozângela Justino deu nas páginas amarelas da Edição 2125 da Revista Veja, em 12 de agosto de 2009, cujo título, com um quê de sensacionalismo, foi “Homossexuais podem mudar”.



Rozângela oferecia tratamento psicológico a fim de ajudar pessoas que voluntariamente a procuravam alegando insatisfação com sua homossexualidade a mudar sua condição (leia a entrevista completa
aqui).

Oferecia, eu disse.


Infelizmente, no domingo último, dia 15, em seu blog, a valente doutora informou que está deixando o tratamento terapêutico que vinha fazendo com aquelas pessoas que estivessem interessadas em abandonar o homossexualismo.

Os motivos apontados por Rozângela são vários, entre eles, a perseguição que vem sofrendo de ativistas gays, a pressão exercida pelo Conselho Federal de Psicologia e até ameaças de morte.

Um absurdo sem tamanho!

Por favor, leia o desabafo de nossa querida e destemida irmã, e — queira Deus! — sejamos capazes de nos mobilizar em favor dessa causa (e de outras que ela sugere) que é de interesse grandíssimo para o progresso do Reino de Deus no Brasil.

Para lê-lo diretamente no blog da doutora, clique
aqui.

Para lê-lo no Mídia Sem Máscara, de onde tomei conhecimento, clique
aqui.

Por favor, prestem atenção, especialmente, ao pedido feito por Rozângela ao final de sua mensagem.

Manifeste também a ela sua solidariedade.

E que Deus nos abençoe para o que nos espera daqui pra frente!

SOBRE O DÍZIMO E A IGREJA - Parte 2


Promessa é dúvida, já diria o profeta contemporâneo.

Eu disse que em uma semana eu voltaria a falar sobre a questão do dízimo aqui, não foi?

Pois é, lá se vão três semanas!

Mas, antes tarde do que mais tarde ainda, né? (acho que essa também é do tal profeta).

De volta ao nosso assunto, vimos (clique aqui) quais lições podem ser aprendidas com a prática judaica do dízimo à luz do Velho Testamento, e assim, sob essa luz, avaliarmos nossa própria prática eclesiástica, se, de fato, é mesmo igual àquela, como avocamos tão convictamente ser.

Há, entretanto, uma questão que precisa ser encarada por nós com bastante honestidade, qual seja: não estamos hoje pr’além dos tempos da lei? Não é precisamente este o tempo que chamamos “da Graça”?

Qual é, portanto, o padrão ensinado nas Escrituras para a Nova Aliança, a qual pertencemos?


Antes de mais nada, é preciso ver que relação as Escrituras fazem entre a Velha e a Nova Aliança.

Jesus disse que a lei e os profetas vigoraram até João e que, desde então, o Reino de Deus seria alcançado “por força” ou “com muito esforço” (Lc. 16:6). Mas Ele jamais disse isto para INVALIDAR a lei, posto que, em seguida, Ele completou:
“... porém, é mais fácil passar o céu e a terra do que passar um til da lei” (Lc. 16:17).

Lembremo-nos de que quando do batismo de Jesus, Deus, o Próprio, disse que ali estava Aquele que O agradava (Mt. 3:17; 17:5; Mc. 1:11; Lc. 3:22).

E querendo deixar ainda mais claro aos judeus qual era essa RELAÇÃO entre a Velha Aliança (expressa na lei e nos profetas) e a Nova Aliança (expressa em Jesus), no monte da transfiguração, diante de alguns discípulos, Deus disse que apesar da presença ali de Moisés (representando a lei) e de Elias (representando os profetas), era a Jesus que Ele queria que ouvissem (Mc. 9:7).

Pois bem, em diversas ocasiões, Jesus, fazendo referência à lei, dizia:
“Ouvistes o foi dito aos antigos...”, para, em seguida, acrescentar: “... eu, porém, vos digo...”, e então estabelecer um padrão ainda mais elevado ao que fora dito anteriormente.

Por quê?

Porque a Nova Aliança tem, sob todos os aspectos, um padrão mais elevado mesmo. Afinal, se é NOVA, é porque substitui uma VELHA. E ninguém usa algo velho se já tem algo novo para o lugar! É o que diz, inclusive, Hebreus 8:13 (Leia também Rm. 7:6; II Co. 3:14; 5:17; Ef. 4:22; Cl. 3:9).

Ora, se de um lado, a Velha Aliança estabelecia apenas uma décima parte de toda a renda como forma de o povo de Deus contribuir, não seria razoável dizermos que, por outro lado, a Nova Aliança deveria estabelecer mais?

Sim, e é assim mesmo!

Jesus disse que qualquer de nós que não renunciasse a tudo quanto tem não poderia ser seu discípulo (Lucas 14:33).

É inconcebível que, tendo renunciado a tudo, não tenhamos incluído nisto nossos recursos materiais e financeiros, não é mesmo?

Desse modo, pasmem vocês ou não, se na Velha Aliança o padrão era 10%, agora, na Nova Aliança, o padrão é 100%! Ou, pelo menos, deveria ser.

Tudo que reputamos por nosso, na verdade, foi confiado a Deus, para seus interesses em favor de seu povo e/ou de sua obra.

E é a esse ato de dispor tudo que a Bíblia chama de “generosidade”.

O oposto de generosidade segundo as Escrituras é a avareza, que, por definição, é o apego às coisas materiais (sejam elas quais forem). Acerca dos avarentos, se diz:

“... nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus”.
(I Coríntios 6:10)


Não se pode dizer que o exclusivo comprometimento de nossa vida financeira, só e por si só, redunde em exercício amplo e pleno de generosidade, vez que é pontual; mas, sem dúvida, é uma de suas mais fortes expressões e evidências, e esta não pode prescindir daquela, ao contrário.

Isto compreendido, sugiro que abdicássemos da utilização do termo “dízimo”, não por um capricho, mas, sobretudo, por dissociação. Seu uso, embora legítimo, nos leva ao vício, já caduco para a Igreja, da oferta judaica, dezporcentual. Além disso, qualquer contribuição acima do percentual testamentário, configurar-se-ia naturalmente em qualquer coisa, menos “dízimo”, que, já em sua etimologia, quer dizer 10%.

Ou seja, um dízimo de 20% é algo absolutamente descabido.

Sejamos honestos, pensar nisto dói, não é mesmo? Inda mais que, num contexto obscenamente capitalista como o nosso, e com gente idem, dissimuladamente travestida de crente, mas que nada faz senão sorver o sangue da fé alheia até as últimas gotas, isto soa ridículo e inconseqüente.

Sim, de fato o é.

Mas uma verdade não deixa de ser verdade porque alguns a usam indevidamente, para a satisfação de seus interesses escusos.

Precisamos ter coragem para encarar as duas coisas: a verdade inquestionável, e a cretinice alheia.

Há, porém, outra “boa” razão para encontrarmos algo que desculpe nossa indiferença na devida observância dessas verdades (e esta exigirá de nós ainda maior sinceramente): a de que amamos nosso dinheiro, e não gostamos da idéia de nos dispor dele.

Jesus falou sobre isto também.

“Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar a um e amar o outro, ou há de dedicar-se a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas”.
(MATEUS 6:24)


Noutras traduções, em lugar de “riquezas”, o termo é Mamon, uma palavra aramaica cujo significado remete ao de uma divindade espiritual, numa clara alusão ao poder e influência que, não apenas o dinheiro, mas as coisas materiais são capazes de exercer sobre todos nós.

O caso do jovem rico (Mc. 10:17-23), por exemplo, é uma clara ilustração disto. Ele tinha muitos bens, e também tinha vontade – ninguém pode negar – de seguir a Deus. Contudo, ele pensou poder fazê-lo sem ter de mexer em suas riquezas. Jesus, por outro lado, conhecendo-lhe o coração e AMANDO-O disse-lhe que vendesse tudo o que tinha e desse aos pobres, pondo-lhe em prova no primeiro e no segundo mandamento que o jovem disse seguir desde a mais tenra idade. Ao ouvir isto, ele se foi.

Outra ilustração disto, mas às avessas, é o da viúva pobre (Mc. 12:41-44). Apesar de só depositar no gazofilácio uma moedinha, Jesus afirma que ela deu mais do que todos os outros, pois estes deram daquilo que lhes sobrava, aquela, porém, de tudo o que tinha.

“Porque onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração”.
(Mateus 6:21)


Eu sei que muitos argumentarão dos riscos que corremos de dispor nossos recursos todos a gente profana, mas lembremo-nos de que fora exatamente por causa de um contexto como o nosso que Deus repreendeu severamente o povo de Israel, que se negava a levar os dízimos, sob a alegação de que os sacerdotes vinham sendo infiéis.

A desculpa, aparentemente compreensível e lógica, pode ser um engodo para negarmos nossa confiança total em Deus. Se deixarmos, Mamon nos domina e nos aprisiona, o que é óbvio ser ainda mais perigoso num mundo capitalista como o nosso.

Perceba que eu tenho aqui o cuidado de utilizar o verbo “dispor” ao invés de simplesmente “dar”. Isto porque, como já disse acima, “dar” não é exatamente uma evidência de que há generosidade, sendo esta muito mais um estilo de vida, expressado por inúmeras atitudes tomadas em amor e cumplicidade.

A hospitalidade, por exemplo, é uma forma, linda, de generosidade.

Deus não nos quer dando dinheiro. Deus nos quer generosos.

Também não digo aqui que o devemos fazer indiscriminadamente. Infelizmente, o assunto é maior do que este espaço permite, mas acredito que todo o cristão sincero encontrará em Deus boa ocasião de obedecer à sua fé (se for esta), e tornar-se canal abençoador, longe dos lobos vorazes do evangelho e sem ser lesado por quem quer que seja.

Por todo o exposto acima, podemos resumir uma verdadeira atitude de generosidade quando ela vem acompanhada das seguintes características:

1. AMOR (Mc. 12:41-44)
2. FÉ (Lc. 6:38; II Co. 9:6)
3. SACRIFÍCIO (II Co. 8:1-6, 9)
4. ALEGRIA (At. 20:34;II Co. 8:1-9)
5. GRATIDÃO (Hb. 7:6, 7)
6. DESPRENDIMENTO TOTAL (Mc. 6:1-14)
7. SUBMISSÃO (I Co. 16:1, 2; II Co. 8-9)

Generosidade não é o ato de dar dinheiro, mas, sim, o produto da soma de todas as virtudes acima.

A ENQUETE DO SENADO FEDERAL: MANIPULAÇÃO OU CONVENIÊNCIA?



No dia 06 de novembro último, através do Genizah (sempre ele!), tomei conhecimento de uma enquete veiculada no site do Senado Federal para saber qual a opinião das pessoas acerca da aprovação da PLC 122/2006.

Pra quem não sabe, e em linhas gerais, o que pretende a PLC 122/2006 é dar aos homossexuais direitos que nenhum outro cidadão civil tem, como, por exemplo, o de não ser criticado por suas escolhas. O embuste está em dizer à sociedade que a intenção é garantir aos homossexuais um direito constitucional: o de expressar-se livremente. Mas o resultado é exatamente o oposto, pois ninguém mais terá direito algum de expressar-se contrariamente a eles.

Para garantir o de um, retiram-se os de todos.

O que temos aqui é o predomínio de uma minoria sobre a imensa maioria.


Interessante notar que, a guisa de democráticos, o que o Senado Federal e suas hostes ativistas gays armaram foi um tremendo simulacro de manipulação de informações e parcialidade, que não contava, entretanto, com a decência moral da opinião pública. Ou então, conhecendo-a, ignoraram-na (o que, também, é bem provável).

A pergunta da enquete, naquela ocasião, era expressamente esta (vide figura abaixo): “Você é favorável à aprovação do projeto de lei (PLC 122/2006) que torna crime o preconceito contra homossexuais?” (grifo meu).



Notem a sutileza.

Sorrateiramente, a pergunta induz o leitor ao voto favorável, chamando, desde ali, de preconceito qualquer opinião contrária ao homossexualismo.

Ou seja, na cabecinha mal intencionada deles, já há preconceito (e quem não for favorável à sua criminalização também demonstrará tê-lo); a questão é se deve ser mesmo crime ou não.

Mas, mesmo assim, eles ainda não revelam tudo. Veja o que disse o Júlio Severo a respeito:


“A enquete não explica para os internautas que os militantes gays vêem como ‘preconceito’ toda opinião médica, filosófica, moral ou religiosa contra o homossexualismo. A enquete também não revela para os votantes que toda manifestação contra o homossexualismo é considerada crime pelo PLC 122. Pregações contra o homossexualismo caem nessa categoria, e mesmo sem nenhuma lei semelhante ao PLC 122, pastores e padres já estão sendo ameaçados no Brasil (...)”


Independente disso, parecia haver muita gente ainda disposta a jogar água no chopp das intenções espúrias do governo.

Até o momento de minha votação, 62% das opiniões eram contrárias à aprovação do projeto, contra apenas 38% de votos favoráveis.

Mas, inexplicavelmente depois, a enquete “sumiu” (vejam só!) do ar.

Que coisa, não?

E muito mais inexplicável ainda foi, logo depois, o Senado divulgar, no mesmo site, uma pesquisa, vinda sei lá de onde, dando conta de que 70% dos brasileiros eram favoráveis à criminalização do preconceito contra homossexuais, quando sua “democrática pesquisa” indicava exatamente o contrário (leia
aqui).

De onde eles tiraram isto? Alguém aí foi consultado? Eu não fui.

Aliás, que divulgação foi dada a isto?

Bom, mas eis que ontem, após inúmeros questionamentos por parte da população interessada, a enquete voltou ao ar...

Para sumir novamente, logo depois (clique
aqui), como se sobrevoasse, desapercebidamente, o temível Triângulo das Bermudas.

Mistério...

Quase.

Hoje, ao ver as notícias, leio aquilo que poderia ser a luz no fim do túnel para as nossas “desinformadas” suspeitas.

O site Portal IMPRENSA divulgou a seguinte notícia:
“Hackers atacam enquete do Senado sobre lei contra discriminação de gays".

Será?

A informação é de que um
bug provocado pelo ataque de hackers (provavelmente crentes, né?! Afinal que interesses teria essa gente?) causou a falha nos servidores do Senado Federal, comprometendo o resultado da enquete, e, por isto, eles a teriam tirado do ar.

Talvez seja este o nome que eles dão (hackers) àqueles que prezam pela ordem e pela ética no convívio social.

A pergunta que não quer calar é: se o resultado fosse um rotundo “SIM”, contra um esquálido “NÃO”, eles tirariam do ar a enquete e atribuiriam tais números a um ataque de hackers?

Nunca se saberá, ao certo.

Mas a iniciativa do Senado de esclarecer o fato à população, além do esforço em equacionar um problema que deve ser mesmo muito inconveniente e constrangedor para eles, tadinhos, revela também outros cuidados.

Veja na figura abaixo, conferindo com a notícia do Portal IMPRENSA, o enunciado da enquete que o Senado Federal afirma ter veiculado em seu site.



Agora compare com a primeira imagem lá em cima, retirada da real enquete feita.

Confira ainda abaixo, diretamente da página do Senado, no lado direito, quando a enquete ainda estava no ar.



Você pode ler ali claramente: “Você é favorável à aprovação do projeto de lei (PLC 122/2006) que pune a discriminação contra homossexuais?” (grifo meu)

Por que a alteração, ainda que pequena, do texto? Ele, em momento nenhum, fez parte da enquete.

Não queria o Senado assumir uma mea culpa diante da imprensa e da opinião pública, de modo a amenizar sua dissimulação?

Nunca se saberá, ao certo.

Mas é, no mínimo, suspeita essa confusão toda ao redor de uma enquete sobre a qual não foi feita nenhuma divulgação realmente importante, e — o que é pior — repleto de interesses adversos de setores diversos da sociedade, e pouco dispostos a ceder espaço uns aos outros.

Num ambiente desses, não é exatamente inconcebível que um interesse maior queira se valer de suas influências políticas para sobrepor-se àquele inferior, subjugando-o ao seu totalitarismo intransigente.

Ainda mais se tudo isto parecer um acidente.

Tal como uma boa e velha organização mafiosa gostaria de fazer.


PRONOMES HOMOSSEXUAIS


Algo me ocorreu hoje.

Precisamos urgentemente de pronomes homossexuais.

Sim, porque como fazemos para falar de um homem ou mulher que diz ser homossexual?

“Ora”, dirão vocês, “se for homem é ‘o’, se for mulher é ‘a’”.

Em tese, eu diria.

Porque “o” é pronome masculino.

Mas não é masculino quem é homossexual. É feminino. Não?

E “a” é pronome feminino.

Mas não é feminino quem é homossexual, não é mesmo? É masculino.

Não é isto aquela história de “corpos errados” e tal...?

Então.

É homem, mas é feminino?

É mulher, mas é masculino?

Aliás, um homem que diz ser homossexual é feminino mesmo, ou feminina?

E a mulher? É masculino ou masculina?

O, a, os, as, um, uns, uma, umas...?

Ihhhh...

Precisamos urgentemente de pronomes homossexuais!

PEÇA COM JESUS TRANSEXUAL PROVOCA PROTESTOS NA ESCÓCIA


Cerca de 300 manifestantes realizaram um protesto à luz de velas do lado de fora de um teatro em Glasgow, na Escócia, no dia da estreia de uma peça que retrata Jesus como um transexual.

O protesto foi realizado na terça-feira à noite em frente ao Tron Theatre, onde a peça "Jesus Queen of Heaven" ("Jesus, a Rainha do Paraíso", em tradução livre) está em cartaz, como parte do festival de artes Glasgay!, que celebra a cultura gay, bissexual e transexual da Escócia.

Os organizadores do festival afirmaram que não têm a intenção de incitar reações ou ofender ninguém.

A peça "Jesus, Queen of Heaven", que fica em cartaz até sábado, foi escrita e é encenada pelo autor transexual Jo Clifford.

Os manifestantes cantaram hinos religiosos e levantaram cartazes. Um deles dizia: "Jesus, Rei dos Reis, Não Rainha do Paraíso". Outro dizia: "Deus: Meu Filho Não É Um Pervertido".

Provocação

Os organizadores do festival classificaram os cartazes de "provocativos" e disseram que eles podem ser vistos como incitação à homofobia.

O produtor do Glasgay! Steven Thomson disse que "'Jesus, Queen of Heaven' é um trabalho de ficção literária explorando a viagem pessoal de fé do artista como um transgênero".

"O Glasgay! apoia o direito de liberdade de expressão das artes e oferece ao público uma visão diversa da vida GLBT (gays, lésbicas, transexuais e bissexuais). Este trabalho não tem a intenção de incitar ou ofender ninguém de nenhuma crença, mas respeitamos o direito dos outros de discordar desta opinião", disse.

"Nós vamos dar as boas vindas a membros do público genuinamente interessados que queiram entender a intenção artística por trás deste trabalho", acrescentou.

O Glasgay! é descrito como "a comemoração anual da cultura gay da escócia" e é financiado pelo Conselho das Artes da Escócia, Event Scotland, pelo Bureau de Marketing da cidade de Glasgow e pelo Conselho da Cidade de Glasgow.



Nota do EdV:

Aí, ó!

Tô falando que essa galera não quer saber de respeito às suas escolhas sexuais coisíssima nenhuma?

O que eles (ou, sei lá!, elas) querem é chocar.

Podiam ficar na deles (ou, sei lá!, delas) como todo mundo faz.

Mas não.

Querem é bagunçar o coreto, rodar a baiana, aprontar aquele batebofo no caterefofo... Só pra aparecer.

Na boa: dá pra levar a sério gente assim?

É difícil, mas eu vou tentar.

Eles só fazem isto com os “símbolos cristãos” porque confiam, de fato, que somos mesmo cristãos.

E têm sorte de sermos realmente.

Agora...

DU-VI-DE-O-DÓ que eles façam isto com Alá!

E aí, bicharada? Que tal uma próxima peça com o nome de "Maomé (ou Alá), rainha do paraíso"? Hã?

Acho que vocês não são homens o bastante pra isto, né?

Ou, sei lá!, mulheres.

JESUS CRISTO, JUDAS, LULA E EU


Tive conhecimento hoje, através do Mídia Sem Máscara, no artigo “Jesus Cristo, Judas e Lula” assinado por Júlio Severo, da entrevista concedida pelo presidente Lula à Folha de São Paulo, e publicada na Folha Online em 22/10/2009.

O ponto principal abordado por Júlio foi a declaração do presidente de que:
“Se Jesus Cristo viesse para cá, e Judas tivesse a votação num partido qualquer, Jesus teria de chamar Judas para fazer coalizão”.

A resposta foi dada quando o presidente foi questionado sobre suas relações com figuras políticas de imagens reconhecidamente arranhadas para a população brasileira, como Renan Calheiros (PMDB-AL), José Sarney (PMDB-AP) e o ex-presidente Fernando Collor de Melo (PTB-AL).

A comparação foi, no mínimo, infeliz realmente.

Pois de onde quer que se parta dela, a conclusão será sempre a mais ignóbil possível.


A oposição, por exemplo, aproveitou a polêmica frase para atribuir a ela um caráter justificatório, haja vista todos os escândalos já ocorridos até aqui sobre a gestão do petista.

Já Júlio Severo sugere que a visão destorcida que Lula tem de Jesus (e Judas) se deve à imagem (e à mensagem) transmitida a ele pelas suspeitas lideranças cristãs que o cercam, no que, obviamente, ele tem absoluta razão.

Meu ponto de vista converge e diverge um pouco das duas opiniões acima, e, mesmo assumidamente me considerando o menos indicado entre todos para falar com propriedade sobre esses temas políticos aqui ou em qualquer lugar, acho que tenho relativa razão.

Não creio que Lula quisesse, voluntariamente, justificar os atos escusos que se embrenharam sob seu nariz, e dos quais ele reiteradas vezes afirmou “não saber”, ainda que, de certa maneira, ele o tenha feito.

Também não acho que o presidente, religioso como ele imagina ser, tenha pretendido que se fizesse uma nova leitura acerca da personalidade comportamental de Jesus, dando a ela uma interpretação mais politizada de seus ensinos, contextualizados para uma nova ordem mundial — e, ingênuo que é, nisto tivesse errado.

Não.

Em minha modestíssima opinião, o que o presidente chamou de “Jesus” e de “Judas” simplesmente têm outros nomes, e nada mais são que estereótipos.

Jesus e Judas, na fala de Lula, são antípodas. Um representa o bem; outro o mal.

Não é que ele se esquece de que Jesus e Judas, aqueles mesmos, os reais, tenham andado juntos por três anos (o que não apenas implica em acordo ou coalizão, como gostam de dizer os políticos, mas em cumplicidade, compromisso e, sobretudo, amor, numa linguagem um pouco mais cristã).

A questão é que Lula simplesmente ignora isto. Ele não sabe.

A visão do presidente, aliás, é a mesma da maioria.

Jesus e Judas são figuras absolutamente antagônicas.

Desse modo, não é exagero algum supor que, ao dizer isto, o que Lula simplesmente fez foi uma confissão: a de que aqui, no Brasil, a união do santo com o profano não é impossível como a natureza (espiritual ou física) dos fatos insistem em mostrar.

Nem meramente opcional.

É obrigatória.

“Esse é o Brasil”, diz Lula.

O que podemos esperar então daqui pra frente?

Mais do que Jesus ou Judas, o presidente está falando é de mim... De você... De nós. Como se nos desafiasse a mudar (ou tentar mudar) a ordem natural (e diabólica, por este prisma) das coisas. Como se dissesse: “Aqui, é assim que as coisas são. O certo tem que andar de acordo com o errado”.

É, pode ser.

Mas, preciso dizer-lhe, sr. Presidente, que ainda que eu esteja sozinho (embora saiba que não estou), eu vou seguir resistindo.

Porque, no Reino de Deus, sr. Presidente, é assim que as coisas são.

E SE...


... a partir de agora, os gays e as lésbicas se casassem entre si?

Assim eles não sofreriam nenhum tipo de preconceito por parte da sociedade.

E, claro, teriam seus interesses pessoais (ideológicos e sexuais) preservados.

Afinal, as lésbicas teriam as mulheres que cada gay diz ser...

E os gays teriam os homens que dizem haver no interior de cada lésbica.

Que tal?

Ou vai dizer que isto é homofobia também, hã?

EDUCAÇÃO OU DEFORMAÇÃO?*

*Por Olavo de Carvalho

"O pronunciamento do MEC, que considerou inconstitucional a legalização do homeschooling por violar o direito de todos à educação gratuita, é só mais um exemplo do barbarismo que, a pretexto de educar nossos filhos, lhes impõe todo um sistema de deformidades mentais e morais para fazer deles idiotas criminosos à imagem e semelhança de nossos governantes.

"Lembrem o que eu disse dias atrás, sobre as afirmações que não podem ser discutidas, apenas analisadas como sintomas da demência que as produziu. O parecer do MEC sobre o homeschooling inclui-se nitidamente nessa categoria. Desde logo, um direito que, sob as penas da lei, se imponha ao seu alegado beneficiário como uma obrigação, não é de maneira alguma um direito. Direito, como bem explicava Simone Weil, é obrigação reversa: se tenho um direito, é porque alguém tem uma obrigação para comigo. Ter direito a um salário é ter um empregador que está obrigado a pagá-lo. Se, ao contrário, sou eu mesmo o titular do direito e da obrigação de satisfazê-lo, é claro que não tenho direito nenhum, apenas a obrigação. É assim que os luminares do MEC entendem a educação gratuita: as pobres crianças brasileiras, por serem titulares desse direito, são obrigadas a engolir a cafajestada estatal inteira que se transmite nas escolas, sob pena de que seus pais sejam enviados à cadeia. Isso não é um direito: é uma imposição e um castigo. Para sofrê-lo, basta ser criança e inocente.

"O pior é que os apologistas dessa coisa nem reparam na impropriedade do vocabulário com que a defendem, indício não só de suas más intenções como também da sua falta da cultura superior indispensável aos cargos que ocupam na Educação nacional. Segundo a agência de notícias da Câmara dos Deputados, o diretor de Concepções e Orientações Curriculares do Ministério, Carlos Artexes Simões, acredita que 'a obrigatoriedade de o Estado garantir o ensino fundamental, conforme prevê a Constituição, deve ser exercida na escola'. Qual o nexo lógico que essa criatura crê enxergar entre a obrigação estatal de garantir isto ou aquilo e o direito de o governo mandar para a cadeia quem prescinda desse suposto benefício? Desde quando a obrigação de um se converte automaticamente em obrigação de outro, e, pior ainda, em obrigação do titular do direito correspondente? O Estado tem também a obrigação de garantir assistência médica: deveriam então ser processados e presos os cidadãos que recorram a um médico particular, poupando aos cofres públicos uma despesa desnecessária? O Estado tem a obrigação de pagar aposentadorias: nunca fui buscar a minha, à qual tenho direito há mais de uma década. Não fui buscá-la porque ainda estou forte e saudável, graças a Deus, e fico feliz de poupar ao Estado uma quantia que será melhor empregada em benefício de doentes e incapacitados. Devo ser preso por isso? Quanto custa ao Estado a educação de uma criança? Se um indivíduo tem seus impostos em dia e ainda, possuindo dons de educador, dá instrução a seus filhos em casa, cabe ao Estado ser grato ao cidadão exemplar que o auxilia duplamente, com seu dinheiro e com seus serviços, sem nada pedir em troca. Punir essa conduta honrosa é inversão total da moralidade. Sendo nosso governo o que é, não se poderia mesmo esperar dele outra coisa.

"Em terceiro lugar, qual a oposição lógica que esses loucos crêem existir entre o homeschooling e o direito à educação gratuita? Imaginam eles que os pais cobram mensalidades dos filhos para educá-los em casa? A coisa é de um contrasenso tão evidente que não percebê-lo à primeira vista indica deficiência mental.

"Por fim, o próprio Carlos Artexes Simões não percebe a monstruosidade comunofascista que profere ao declarar que 'a escola ainda é a vanguarda do ponto de vista do conhecimento necessário para a construção de um Estado republicano'. Por que as crianças deveriam ser usadas como tijolos para a construção deste ou daquele regime político que interesse ao sr. Simões? Se o regime fosse monárquico, isso mudaria em alguma coisa o conteúdo das disciplinas essenciais, como gramática, aritmética e ciências? Mesmo a História e a informação básica sobre direitos humanos não têm por que ser alteradas conforme as preferências do regime. Bem ao contrário: qualquer regime que exista só se legitima na medida em que se submeta aos valores e critérios universais dos quais a educação é portadora, em vez de torcê-los para amoldá-los à política do dia. Como expressão da cultura, a educação deve moldar o governo, não este a educação. Transformar a cultura e a educação em instrumentos do Estado foi o que fizeram Stalin, Hitler, Mussolini, Mao, Fidel Castro e Pol-Pot. O sr. Simões defende essa concepção com a naturalidade sonsa de quem não é capaz de enxergar nada acima de uma política mesquinha, abjeta, oportunista. Talvez ele não o note, mas o que ele entende por educação é manipulação, é abuso intelectual de menores.

"Mais desprezível ainda se torna a sua opinião quando ele acrescenta que a escola não visa só à educação, mas à socialização. Não sabe ele que tipo de socialização nossas crianças encontram nas escolas públicas? Não sabe que estas são fábricas de desajustados, de delinqüentes, de criminosos? Não sabe que, em nome da socialização, as condutas piores e mais violentas são ali incentivadas pelo próprio governo que ele representa? Não sabe que agredir professores, destruir o patrimônio das escolas, consumir drogas, entregar-se a obscenidades em público, são atos considerados normais e até desejáveis nessas instituições do inferno? Não sabe ele que há um crescimento proporcional direto da criminalidade infanto-juvenil à medida que se amplia a escolarização?

"Por que se faz de inocente, defendendo a escola em abstrato, como um arquétipo platônico, fingindo ignorar a realidade miserável que as escolas públicas brasileiras impõem a seus alunos, ou melhor, às suas vítimas? Por que finge ignorar que, além da deformidade moral e social que ali aprendem, tudo o que os nossos estudantes adquirem nessas instituições é a formação necessária para tirar, sempre e sistematicamente, as piores notas do mundo nas avaliações internacionais?

"Com que direito o fornecedor de lixo, de veneno, de dejetos, há de punir quem se recuse a ingeri-los, ou a dá-los a seus filhos?

"O que se deve questionar não é o direito de os pais educarem seus filhos em casa: é o direito de politiqueiros e manipuladores ideológicos interferirem na educação das crianças brasileiras. É o próprio direito de o Estado mandar e desmandar numa instituição que o antecede de milênios e à qual ele deve o seu próprio ingresso na existência. Muito antes de que o Estado moderno aparecesse sequer como concepção abstrata, as escolas para crianças e adolescentes, anexas aos monastérios e catedrais (e nem falo das grandes universidades), já haviam alcançado um nível de perfeição que nunca mais puderam recuperar desde que a educação caiu sob o domínio dos políticos.

"Se queremos melhorar a educação nacional, a primeira coisa que temos de fazer é tirá-la do controle de manipuladores e demagogos que não se educaram nem sequer a si próprios, a começar pelo sr. presidente da República, que se vangloria obscenamente de sua incapacidade de ler livros."



Nota do EdV:

Os grifos são do blog.

Como a maioria já sabe, sou pai de uma bebezinha de tenros 1 ano e 1 mês apenas. Daqui a alguns anos, ela começará a trilhar os caminhos do conhecimento científico.

Infelizmente, não estou à vontade com isto.

Pra dizer a verdade, estou desesperado.

E isto por causa de tudo o que o Prof. Olavo disse no belíssimo artigo acima.

Não quero entregar minha filha a este sistema depravado de valores morais invertidos ao quadrado.

Espero honestamente em Deus que o contexto mude até lá, e que a idéia salvadora do homeschooling seja finalmente aprovada.

Entretanto, se isto não acontecer, creio que Deus proverá outro meio... Ou a graça necessária para enfrentarmos qualquer incircunciso gigante filisteu que ouse afrontar o povo de Deus.

"Salva-nos, Senhor!"

AO ARQUEÓLOGO DO FUTURO




A idéia abaixo veio de um desafio lançado em 2004, e que durou até meados de 2007, pela Agência Carta Maior para que celebridades as mais variadas escrevessem uma carta a ser deixada para um suposto arqueólogo do futuro.

Naquilo que obviamente deve ter sido um erro crasso por parte de sua equipe editorial — acontece — a Agência não me contatou.

De qualquer maneira, deixo aqui publicada minha humilde contribuição, para o caso de quererem, um dia, reparar esse erro...

Caso contrário (o que é mais provável), a publicação abaixo servirá, pelo menos, para que o tempo e os neurônios perdidos na composição da carta não tenham sido completamente em vão.

Clique para ler e/ou fazer o download


E você? Diria o que ao nosso amigo arqueólogo, hã?

"DIZ-ME COM QUEM ANDAS QUE TE DIREI QUEM ÉS"



Bem, pessoal, lá se vai uma semana, e meu comentário (aquele!) lá no blog do Macedão não foi mesmo publicado, como eu previa, inclusive.

(e eu que não dou essa sorte com a Mega-Sena...!)

De qualquer maneira, até o fechamento desse artigo, os 3 posts favoráveis (ou, no mínimo, inclinados ao favorecimento) ao aborto que o Bispo (?) veiculou em seu blog já contavam com mais de 400 comentários!! E a lista deve crescer ainda mais.

(ah, que inveja!)

Demorei um pouco, mas dei ao menos uma olhadela rápida em todos os comentários.

Não sei exatamente o percentual de opiniões favoráveis e desfavoráveis (acho que ficou meio a meio), mas, entre os chamados pró-aborto, alguns comentários chamaram minha atenção, e resolvi dar a eles algum destaque aqui.

O post é grande (maior até que de costume).

Se clicar “Leia mais...” abaixo, não tem do que reclamar, ok? Essa é, portanto, sua última chance.


Detalhe: as mensagens não foram editadas e os eventuais erros ortográficos foram mantidos, mas os grifos são meus.

Tem uma turma que é visionária. Aqueles que possuem poderes nostradâmicos e enxergam, com clareza, o destino inevitável das crianças que, porventura, não sejam sumariamente abortadas.

Gente como o Michel Corrêa, por exemplo, que disse:
“... Não acho que o aborto é mais grave do que colocar uma criança no mundo para ter um fim como estes do vídeo”, ou como a Ana Cláudia, que mesmo sabendo ser errado, parece resignada: “...sei que um aborto não é uma coisa boa, mas uma criança pode sofrer cem vezes mais do que se houvesse sido abortada.”

A Anne Oliveira, que foi chamada de desumana por sua posição a favor do aborto, contra-atacou: “Desumano é dar a vida a um ser humano, já sabendo que ele vai sofrer!”

Não, Anne. A pessoa que dá a vida a um ser já sabendo que ele vai sofrer é super-humano; é alguém com poderes sobrenaturais. Uau!

A Priscila Silva apelou:
“Então tá, não se faça aborto, mas tenha-se milhões de filhos para serem miseráveis, doentes viverem como bichos, como a corja da humanidade, enquanto você come o seu bife com fritas em paz. Que hipocrisia, é fácil falar quando não se vive nessa situação de calamidade.ABORTO SIM!!!” Hmmm... Deu até fome!

O CESAR Enrique, mesmo não tendo tanta certeza, diz:
“Muito sensata essa opinião,e concordo plenamente com o sr bispo.Quanto mais crianças nascem mais possibilidade existe delas irem pro inferno,e se ouver um aborto elas herdarão o reino dos céus,pois esta escrito que dos pequeninos é o reino dos céus”. E, pelo visto, quanto “mais pequeninos” melhor!

Já o comentário do Correia é bastante intrigante:
“Vamos continuar a encher esse mundo, é isso que o o diabo quer...” E eu que sempre pensei que tinha sido Deus Quem tinha dito isto, hein?! Ele continua: “.... pois, quem garante que todos que nascem hoje vão ser cristãos de fato?… Essa conversa fiada de dizer que o pai ensina à tá!…” Ué?! Mas aqui também não foi Deus Quem disse??? Gente, tô vendo que preciso ler mais a “Briba”! Olha só a continuação: “Deus tem ensinado tanto e a humanidade está caminhando para o caos a cada dia”. Ou seja, Deus é um incompetente, afinal, ele tem ensinado tanto, e a gente não aprende nunca!

Outro grupo que encontrei são os “Procuradores do Juízo de Deus”. Esses devem ter uma procuração formal da parte de Deus para falar em nome d’Ele. E têm tanta certeza do que estão dizendo que – eu confesso – tenho até medo...

O antonio junior lucena é um deles:
”com certeza um aborto é melhor,pós um feto tem salvação.”, no que concordam a elaine: ”com certeza o bp. tem toda a razão”, e a Ana: “Não só acho que o,Bispo tem razão como tenho certeza,que em varios casos o aborto, seria necessário. na fé.”

Com certeza, eles devem ter a tal procuração.

Há aqueles que ficaram tão indignados com as imagens, mas tão indignados, mas tão indignados que não conseguem nem fazer nada por isto. Aliás, segundo eles, quem deveria fazer mesmo são os contrários ao aborto, já que, por eles, todas aquelas “pobres criancinhas” carentes de amor estariam mortas há muito tempo.

Destaco a eliane vasconcelos (que participou ativamente da discussão), que faz um apelo cristão (provavelmente aos cristãos também):
"Aqueles que são contra o aborto que levante-se vão lá e cuidem dessas crianças, paguem médicos, remédios,comida fiquem lá cuidando no lugar da mãe, se coloquem no lugar delas, a maioria foram violentadas, não optaram por gravidez, sem contar nas inúmeras doenças que elas devem ter, só mesmo alguém cego e irracional pode ser tão insensível.Amar essas pessoas não é sentir pena e somente orar, mas sim apoiar uma lei que pode mudar suas vidas, EU SOU A FAVOR DO ABORTO SIM…”

Como vêem, no caso aí acima, para a “sensível” eliane vasconcelos, “uma lei que pode mudar suas vidas” é uma lei que “tire suas vidas”, entendeu, né?!

Vejam o que disse o Aldaires:
“Essa mesma gente que mete a malha no Bispo Macedo por ele apoiar o aborto é a mesma gente que escraviza seus empregados e rouba seus direitos e impedem que suas mães deem a seus filhos o mínimo que uma criança . Essa gente hipócrita só sabe falar mal mais não tem a decência de fazer nada p/ mudar. Que Deus levante homens de Deus valentes para mudar a história da África.”

E a ROSELANE (IURD DO ALSKA) já sabe quem são esses homens: “(...) Que a IURD chegue nesses lugares o mais rápido possível!!!!!”

Já a alma da Lilika é mais caridosa (mas só um pouquinho), e, se pudesse, arcaria até com as despesas aéreas Brasil afora, para levar os que são contra o aborto (os fanáticos, como ela chama), e fazê-los mudar de opinião: “Sabe bispo se eu pudesse convidaria todas as pessoas que são contra o aborto e as colocaria num avião , para levá-las a uma visita, lá fora não aqui mesmo, pode ser no interior do Ceara, Bahia, Maranhão,enfim quem sabe assim vendo de perto deixariam o fanatismo de lado e acordassem para uma realidade estampada . Estamos falando de uma NAÇÃO MISERÁVEL, não do mundinho de muitos que só enxergam o próprio umbigo…aborto sim…”

Obviamente que ela só disse que arcaria com as despesas, “se pudesse”, porque simplesmente não pode mesmo.

Já a Cristiane, coitadinha, não conseguiu nem comer:
“Realmente Bispo... Um aborto é INDISCUTIVELMENTE MELHOR do que assistir e saber que existem milhares de pessoas no mundo que não vivem e nem vegetam, são moribundos “lançados” nessa terra à toda sorte de desgraça, ódio e a mais profunda estupidez humana. Assisti esse vídeo ontem à noite e obviamente nem consegui jantar com meu marido ao ver cenas tão fortes, deprimentes e infelizmente reais. Orei por todas as pessoas que vivem nessas situações. Deus o abençõe muito!”

Ou seja, se a mulherada lá tivesse abortado, ela teria comido aqui tranquilamente. Tá certa mesma em apoiar o aborto, uai! Onde já se viu? Não tem discussão!

Há outros para quem esse assunto traz ainda mais dúvidas do que respostas.

Tantas que o Rodrigo, por exemplo, chegou a perguntar:
”Um aborto nesse caso sem dúvida seria a melhor solução, quem tem coragem de negar isso ?”

Mas eu tenho, Rodrigo. Eu tenho.

A Sandra também tem uma dúvida:
“Porque tanto sofrimento meu Deus? Uns com muito e outros com tão pouco.”

E não há talvez ninguém melhor para responder a questões existenciais como esta do que o Bispo Macedo.

O Silva (ou a Silva, não sei) pede respaldo bíblico, e eu ajudo:
“Àqueles que são contra o aborto: podem, por favor, me mostrar em que passagem bíblica Deus (ou um homem iluminado por ele) diz explicitamente que o aborto é algo abominável?”

Além do “não matarás”, Silva?

Muitos lá fizeram questão de demonstrar sua solidariedade às mães, como o WELERSON que disse:
“as pessoas que falam contra o aborto e porque não esta na pele destas pessoas e nem na pele da mae delas”

Bem, desculpe perguntar, mas... E você, WELERSON, está na pele deles?

A PATRICIA VENTURA filosofa:
“É UMA QUESTAO DE VALORIZAÇAO DA PROPIA MULHER.”

Já do bebê...

A Silvana França resume bem o que pensam muitos dessa ala da sociedade:
“Deveria ser legalizado já q ñ é a proibição q impede q seja feito. Melhor um aborto do q 1 criança rejeitada ou enfrentando péssimas condições de vida. Sem falar nas mortes de milhares de mulheres q poderia ser evitada.”

Essa, aliás, é uma opinião bastante interessante. Quer dizer que se a proibição não impede, devemos legalizar? Hmmm... Os bandidos e traficantes agradecerão muito.

A Luiza também parece demonstrar muita preocupação com a vida humana:
“Creio que a legalização do aborto salvará várias mulheres que arriscam a vida em clínicas clandestinas, verdadeiros açougues.”

Ou nem tanto. Para salvar muitas mães, morrem todas as crianças...?

Um caso bastante interessante (e engraçado) é o da Lucia Martins que apóia o aborto não apoiando também... Isto mesmo! Você não leu errado, não. Ela apóia, não apoiando! Ao mesmo tempo! É ou não é de fazer corar de vergonha o mais experiente dos políticos do nosso país?
“Realmente eu prefiro um aborto a ser filha de uma mulher desmiolada que não se cuida ou não se presta a comprar o anticoncepcional.”

Ou seja, ela “apóia o aborto”, mas acha que a mulher que faz isto é uma “desmiolada (sic) e irresponsável”.

Fantástico, né não?

Mas nenhum deles se compara ao da Tabita que conseguiu a proeza de solidarizar-se a TODOS OS ABORTADOS, sem exceção, para dar uma lição nos “hipócritas do pró-aborto”:
“Povo egoísta se eu fosse essa criança preferia ser abortada . Não sei porquê o espanto vocês que são contra o aborto se alimentam todos os dias de abortos sabiam ? Os hambúrgures salsichas patês carne moídas e todo tipo de embutidos são feitos de fetos de vacas que abortam, ou vocês acham que os bezerrinhos que nascem mortos são jogados no lixo. Moem os fetos os ovários úteros e até a placenta, isso vocês não acham que é pecado ??? Matar os bebes das vacas que alimentam os filhos de vocês …”

Uma pérola!

Ah, sim! Como não podia deixar de ser, os “anti-católicos” deram o ar de sua (des)graça por lá também.

“Se formos analizar a míseria que existe no mundo por falta de planejamento,veremos que o Sr. tem razão. Mas se formos deixar nos levar pela voz so sentimento teremos opinião como os Católicos.” (Camila)

Sacaram? Não podemos ter a mesma opinião que “eles”... Mesmo que estejam certos.

“Sim sr., senhor Bispo, concordo plenamente com o sr. A igreja catolica e que quer que as pessoas tenham esse pensamento que aborto e pecado, usar camisinha e pecado…para eles (padres) e tudo pecado, porque o que eles (padres) querem e criancas indefesas para praticarem os seus crimes ideondos (pedofilia), mas a babilonia esta caindo e vai cair de vez. Mas e pena que ate la ainda muitos inocentes vao sofrer nas maos deles (padres) isso o povo nao ve e nao critica…Meditem nisto Fiquem com Deus” (maggy)

Ai, que meda!

Os carolas do Santo Edir (ou São Macedão?) também rezaram lá.

“DEUS te abençõe Bispo e toda a sua fámilia e que o sr sempre possa colocar estas coisas para que venhamos dar valor a tudo o que DEUS tem nos dado” (jorgeSP)

“Bispo, essa visão que hoje o senhor tem sobre um assunto tão delicado como este, só demonstra o quanto o senhor tem amadurecido emocionalmente e espiritualmente no decorrer destes anos!!! Que Deus o abençoe cada dia mais!! Vamos em frente!!!” (carmem lucia)

“Bispo perfeita sua colocação, seu disernimento só confirmam a sabedoria que Deus tem lhe dado pra tantos assuntos polemicos que ajudam a abrir nossas mentes” (Michele Guimarães DF)

“Amado Bispo. o senhor não emitiu uma opinião,mas iluminado pelo Espirito Santo disse uma verdade que eu ainda não havia escutado.” (jose t.s.barros oliviera-tijuca-rj)

“Estou feliz Bispo, o diabo está revoltado!!! rsrsrsr Se o tema fosse Falar em Línguas, Profecia.. (Não que este tema não seria de Deus) mas se fosse um tema mais ‘tranquilo’, então, estaria tudo bem, todo mundo numa boa…CONTINUE NA FÉ E NA INTELIGÊNCIA BISPO!” (Bruna Telles)

“É isso aí meu Bispo! Concordo com o Senhor e assino em baixo!” (Nádia)

Amém!

Separei ainda alguns comentários do tipo “nada a ver”. Vejam.

“Bispo, concordo com o senhor. Precisamos de Homens e Mulheres de Deus para governarem Municípios, Estados e Países, pois, está escrito: “Feliz a nação cujo Deus é o SENHOR”, Sl 33.12. Deus abençõe o senhor abundantemente.” (Ivaney)

“oi !bispo , gostei muito da mensagem eu creio que o próprio DEUS nos deu o livre arbitro, de servir e não servir , de ser servo ,e não ser um bom servo.Depende de cada um .Que Deus te abençoe.” (DANIELE)

“Good moring all. TODO PROPOSITO TEM UM OBJETIVO” (junior)

Tá, galera, mas... E o aborto? O que é que a gente faz com ele?

O everaldo ainda achou um versículo bíblico para justificar o aborto (afff...):
“O DEUS DE MENTE ABERTA E INTELIGENTE QUE FALA A INTELIGENTES DIZ : Se o homem gerar cem filhos, e viver muitos anos, de modo que os dias da sua vida sejam muitos, porém se a sua alma não se fartar do bem, e além disso não tiver sepultura, digo que um aborto é melhor do que ele; Eclesiastes 6:3”

Para ele, um texto também:

“Servireis ao SENHOR, vosso Deus, e ele abençoará o vosso pão e a vossa água; e tirará do vosso meio as enfermidades. Na tua terra, não haverá mulher que aborte, nem estéril; completarei o número dos teus dias.”
(Êxodo 23:25,26)


E para encerrar (aleluia!), dois comentários de pessoas que se posicionaram contra o aborto, e que achei sensatos e esclarecedores, ao mesmo tempo em que se mostram firmes, proféticos e contrários a essa anomalia filosófica que o Sr. Edir quer promover no meio cristão.

O primeiro é do Leo:


“BP MACEDO, QUERO AGRADECER A DEUS PELA SUA MAE NAO TER ABORTADO O SENHOR, BISPO. APESAR DA POBREZA QUE O SENHOR CONTA EM QUE VIVIAM E DA VIDA DIFICIL, ELA TEVE FE PRA DEIXA-LO NASCER. GRACAS A DEUS ELA NAO PENSAVA COMO O SENHOR NA QUESTAO DO ABORTO, NAO EH?”

Sinceramente, Leo, você é melhor do que eu, cara. Eu não estou certo de ser tão agradecido assim...

E o segundo é o da Camila:

“Msm antes da criança nascer, já há vida no ventre materno, fato incontestável pela ciência, tanto é que os direitos do nascituro são preservados pela lei. Agora se o nascimento de uma criança não é fruto da vontade de Deus, qual a diferença de tirar-lhe a vida dentro ou fora do ventre materno? Seguindo esse raciocínio os pais poderiam tirar a vida dos filhos msm depois de nascidos, uma vez que são frutos de suas próprias vontades e não da vontade de Deus! Pra mim, aborto é uma forma de homicídio”

Simples, direto, contundente e digno do mais ensurdecedor dos silêncios.

Para quem ainda tinha dúvidas, taí!

Há esperança para o pau podre (Jó 14:7,8).

Existe vida na IURD.

Graças a Deus!

PARAFRASEANDO O "BISPO"...

Um aborto não seria melhor?




A idéia original partiu dele mesmo, e eu resolvi discuti-la aqui também.

Poste aí sua opinião.

VÁ SE QUEIXAR AO BISPO!

Foi com imenso pesar que assisti a 2 vídeos veiculados pelo Sr. Edir Macedo (Bispo, né?! Sei...) em seu próprio blog pessoal (clique aqui se quiser, mas volte logo, hein?!).

O primeiro é este aqui, rapidinho, de 30 segundos, e que eu assisti direto no blog do Danilo.




O segundo, abaixo, eu vi lá mesmo, no "blargh" do Bispo (sic) e é só um slideshow:


Não agüentei e, obviamente, postei minha opinião.

Como não estou certo de que serei publicado, resolvi dar um print screen na tela e salvá-la como figura, a qual posto aqui abaixo.

(clique para ampliar)


Vejam vocês que meu comentário, de nº 142, estava, até então, "aguardando aprovação. Em breve será publicado."

Vejamos, pois.

Não bastasse isto e mais adiante o Sr. Edir Macedo publica a opinião de uma pessoa por nome Jaqueline Corrêa, relatando um episódio ocorrido entre ela e uma vizinha. Na mensagem, a Sra. Jaqueline acredita que a legalização do aborto diminuiria o número de mortes de jovens que, despreparadas para a chegada de um filho, optam por abortá-los sigilosamente, em clínicas clandestinas e "sem a mínima condição de higiene e atendimento humanizado" (leia aqui).

Por fim (tomara, Deus, seja mesmo o fim), em outro post, o próprio Bispo (sic) emite sua opinião.

Nela, há de se destacar o seguinte:

"Não creio que as crianças nasçam da vontade de Deus. Creio sim, que as crianças são geradas por causa de uma lei fixa da natureza. Quer dizer, a da procriação."

Ou seja, Deus não quer que crianças nasçam. A natureza sim. Ele não disse, mas provavelmente deve estar falando da "Mãe Natureza".

Outro trecho:

"Não consigo enxergar o nascimento de uma criança como fruto da mão de Deus, assim como não vejo o mal como fruto Divino. Cada pessoa tem a liberdade para escolher o que pretende em sua vida. Até em gerar ou não outra pessoa. Deus nada tem a ver com isso, assim como não tem a ver com o mal."

O Bispo (sic) compara o nascimento de uma criança aqui com o mal, e utiliza desse subterfúgio, o que é chamado nas artes mágicas de misdirection, ou desvio de direção, para corroborar sua posição de incredulidade quanto à vontade de Deus especificamente neste caso. Ora, o que tem a ver o nascimento de uma criança com o mal?

Numa coisa ele está certo: Deus não tem nada a ver com isso. Mas isto deve significar também que o lugar para onde tais pessoas vão nada tem a ver com Deus, ou não?

Em seguida, Edir Macedo, "raciocinando", como ele mesmo sugere um pouco antes, diz:

"Se Deus fosse o elemento multiplicador de crianças, eu jamais trataria do assunto aborto. Neste caso, seria radicalmente contra, em qualquer hipótese. Como não é o caso, apelo, portanto, à inteligência, bom senso e, sobretudo, humanidade das pessoas."

"Elemento multiplicador de crianças" é ótimo, né não?

Mas não é o ponto principal desse parágrafo. O ponto principal é: "... apelo, portanto, à inteligência, bom senso e, sobretudo, humanidade das pessoas (grifos meus)."

Em outras palavras: qualquer de nós que discordar do Sr. Edir Macedo é um imbecil, insensato e, sobretudo, desumano.

Bem, neste momento eu penso se não estou mesmo num outro planeta.

Quer dizer que imbecis, insensatos e desumanos são os que não estão de acordo com aqueles que, sabidamente, matam crianças?

Ah, entendi.

Encerrando seu post, o Papa, quer dizer, Bispo (sic) faz uma reflexão:

"... por que se preocupar mais com os seres ainda em formação do que com os vivos que estão aí? Não faz sentido!"

É, Macedão, não faz nenhum sentido mesmo.

Preocupar-se mais com os seres que estão vivos aí, para você, é matá-los antes de se formarem, é?

Misericredo, gente!

UM CLAMOR DIÁRIO


"Oh, Bondoso Senhor,
revele poderosamente
aos admiradores dos batidões e dos pancadões de funk
a existência, já antiga até,
dos fones de ouvido.
Por favor!"

ASSIM É FÁCIL


"O homem é o único animal racional"
(O homem)



Opa, gostei da brincadeira!

Deixa eu tentar também?

Eu sou alto, louro de olhos azuis, rico e no próximo ano vou conhecer a Nova Zelândia.

Ah, e Rachel Hunter será a minha anfitriã!

Tá, tá...

O Russell Crowe pode ser o guarda-costas.

VOCÊ É AMADO*

*Por Paul Washer



Nota do EdV: Vi (e chorei!) no Voltemos ao Evangelho.

DEU NA FOLHA ONLINE DE ONTEM (06/10/2009)...




Mas, peralá!

Se o Sudário é falso, então...?


Ihhhh...

Definitivamente este não tem sido um bom ano para o
Emissário do Pai.

Depois daquele russo — zaraza! — agora vem esse maledeto italiano!

"Raios!"