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O TEMPO E O ESPAÇO NA PERSPECTIVA DIVINA

Uma das facetas de que mais gosto em Deus é sem dúvida o seu lado assim meio bonachão, sabe.

É, eu sei, isto não é lá muito cristão. Ou, pelo menos não parece ser.

Ficamos bem melhor acomodados em atribuir-Lhe palavras do tipo digno, fiel, santo, perfeito, poderoso e etc. Mas convenhamos que isto nos afasta um bocado d’Ele, né não? Ou, pior ainda, afasta a Ele de nós. E pior, eu digo, porque não pode haver nada mais insalubre à fé cristã.

Pois se Deus se fez um de nós, com o que inegavelmente todos nós concordamos, não consigo pensar em nada que O afaste tanto daquilo que eu mesmo sou. Ainda que eu saiba, primeiro e melhor que ninguém, que isto, imaginar Deus como eu, pode soar tão irresponsável quanto mendaz, e tão mesquinho quanto megalomaníaco, a depender apenas, é claro, de que lado se tome a premissa maior.

Contudo, não há qualquer heresia no que digo se nos lembramos de que a encarnação do Verbo fora uma ação exclusivamente divina, uma inclinação expressa de Sua soberana pessoa, um esvaziamento infinito, um abaixar-Se santo.

Ou seja, não se trata tanto assim do que eu julgo ter sido (interpretação), mas, sobretudo, daquilo de fato foi (realidade).

Você pode pensar de mim o que quiser, mas não pode negar que Deus tenha descido até nós, para ser como um de nós.

Sendo assim, para mim há bem mais humanidades em Deus do que normalmente somos capazes de – ou corajosos o bastante para – atribuir-Lhe. E esse nosso medo bobo de reduzi-Lo a pouca coisa ou nada é pura frescura mesmo. Afinal quem é que pode subtrair de Deus coisa alguma, ainda que assim o queira?

Sim, senhor, pois, para mim, Deus é, em muitos momentos históricos, um cara bonachão. Daqueles sujeitos boa praça, engraçados, bons de papo, cheios de causos pra contar e com aquelas gargalhadas altas, gostosas e pra lá de contagiantes.

E é com essa leitura particular e, confesso, um tanto intimista demais de Deus que eu O vejo mover-Se no tempo e no espaço, enquanto nós, perdidos, tentamos, daqui e dali, discernir-Lhe os caminhos altos, muito mais altos que os nossos.

Vejamos um pequeno, mas substancial exemplo: o nascimento de Jesus.

As profecias antigas não batiam. Havia qualquer coisa de desconexo em cada uma delas, o que contribuía – por que não? – para alguma incredulidade da parte daqueles que se propusessem estudá-las, a fim de saberem, com precisão, quando e como se daria a vinda tão esperada do Messias prometido.

Tomemos apenas o relato do Evangelho de Mateus como exemplo. A primeira citação lá de uma profecia messiânica é também a mais óbvia (para nós) delas: a de Miquéias 5:2.

“E tu, Belém-Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade.”

Ok, já sabíamos disto. Jesus nasceu em Belém. A questão é: naqueles dias, saberíamos que Ele nasceria em Belém?

“Pelo texto de Oséias, sim!”, você dirá.

É que parece muito claro, não é? Mas veja o que diz Mateus pouco depois:

“Dispondo-se ele, tomou de noite o menino e sua mãe e partiu para o Egito; e lá ficou até à morte de Herodes, para que se cumprisse o que fora dito pelo Senhor, por intermédio do profeta: ‘Do Egito chamei o meu Filho’”
(Mateus 2:14,15)

A profecia ali em questão é a de Oséias 11:1.

E aí? Jesus, ou melhor, o Messias, viria de onde afinal? De Belém ou do Egito?

Lembre-se de que estamos lendo esses textos “lá”, naquele momento do tempo, e estamos, como alguns daqueles irmãos, tentando saber quem era, e como e quando nasceria o Messias.

Portanto, não responda sem antes ler também o verso 23 do mesmo capítulo 2 de Mateus:

“E foi habitar numa cidade chamada Nazaré, para que se cumprisse o que fora dito por intermédio dos profetas: ‘Ele será chamado Nazareno’.

Neste texto, Mateus está nos remetendo ao que disse Isaías 11:1:

“Do tronco de Jessé sairá um rebento, e das suas raízes, um renovo.”

Pois bem: Belém, Egito ou Nazaré? De onde virá o Rei? Façam suas apostas!

“Cafarnaum!”, grita alguém lá do fundo de Mateus 4:12-16.

Hã? Como assim?

“Sim! De Cafarnaum, situada à beira-mar, nos confins de Zebulom e Naftali! É o que diz Isaías:

‘Mas para terra que estava aflita não continuará a obscuridade. Deus, nos primeiros tempos, tornou desprezível a terra de Zebulom e a terra de Naftali; mas, nos últimos, tornará glorioso o caminho do mar, além do Jordão, Galiléia dos gentios. O povo que andava em trevas viu grande luz, e aos que viviam na região da sombra da morte, resplandeceu-lhes a luz.’
(Mateus 4:15,16)”

E pronto: a confusão estava armada!

Há, só nos primeiros capítulos de Mateus, quatro lembranças de profecias messiânicas completamente desconexas entre si.

Ou quase completamente desconexas...

Sim, porque Deus, em Sua infinita sabedoria e domínio irrestrito de todas as coisas do tempo e do espaço – e gargalhando, eu imagino – faz toda essa bagunça resultar em beleza e perfeição, feito o coser de uma colcha de muitos retalhos, ou o trabalho de um tapeceiro... “O Tapeceiro”, como O chama Stênio Marcius.

Jesus nasce em Belém. Por obrigação de fugir da fúria insana e infanticídia de Herodes é levado para o Egito. Depois da morte de Herodes, volta para Israel, e vai habitar nos arredores da Galiléia; primeiro em Nazaré, depois em Cafarnaum.

Estava pronta a bela colcha de retalhos de Deus!

Ou uma delas.

Pois Deus segue assim. Tecendo a história, e o tempo, e o espaço, e a vida.

E, voltando àquela parca percepção intimista minha do início, Ele parece ir contando toda esta história com a alegria inexprimível e o sorriso indecifrável no rosto de Quem, de fato, sabe o que diz (e faz); ao mesmo tempo em que vai preparando um café quentinho à beira de seu fogão de lenha celestial.

Ah, e que gargalhada deliciosa eu quase posso ouvir, meu Deus!

p.s.: Não se trata de uma zombaria, é claro. É, antes, um divertimento. E nós já deveríamos ter aprendido há muito que o tempo é só um mero ludismo circunstancial para as voltas que a eternidade dá.

A ASSEMBLÉIA DOS RATOS

Vida nova, novas experiências...

Eis que na última terça-feira, dia 16/02, feriado de carnaval, tomei um táxi para levar minha amável esposa e adorável filhinha para um “repiauerzinho” no shopping de Uberlândia.

Ao passarmos em frente a um templo da Assembléia de Deus – um dos maiores que eu já vi, inclusive – o taxista, inadvertidamente, é claro – se não seria um tremendo cara-de-pau – e querendo demonstrar simpatia, me soltou essa pérola:

- Ó a Assembléia dos Ratos aí!

Respondi assim, meio que grunhindo, tipo “hunpf”, mas ele, sem imaginar a baita gafe que cometia, e vendo que o templo estava lotado, e mais gente chegava ainda, prosseguiu:

- Hoje a ‘rataiada’ vai fazer a festa!

Esperei um minutinho... Para dar aquela respirada... E então falei:

- Espero que o senhor não fique sem graça se eu lhe disser que também sou cristão, e que fico triste em ouvi-lo dizer isto.

Ele disse que não ficava.

Mas ficou.

Eu então lhe disse que ele não se preocupasse, porque compreendia o que ele dizia (e compreendo mesmo).

Disse – ou tentei dizer – que compreendia porque muita gente, travestida de cristão, realmente vem manchando o testemunho de Cristo, ao se valer da fé para atender seus interesses escusos e promíscuos. Mas, por outro lado, que havia muita gente séria entre aqueles chamados por ele de “ratos”, e que esses não lhe mereciam a alcunha.

Infelizmente tive de descer do carro antes de dar seqüência que queria ao assunto – para sacar dinheiro e pagar o táxi – mas minha esposa ficou ainda com ele um pouco mais.

Ao voltar, percebi que eles continuavam o assunto até ali, mas apenas fiz o pagamento, nos despedimos e cada um foi para o seu lado.

Mais tarde, minha esposa me disse que assunto não evoluíra muito depois. E eles acabaram conversando apenas algumas trivialidades – coisas do tipo “de que igreja você é?” e tudo – mas que a coisa não rendeu o que convinha.

Bem, foi uma pena.

Minha intenção era dizer a ele que o que me preocupava na sua declaração – um pouco acertada sim, eu diria – era que ele um dia se privasse de ouvir o Evangelho genuíno, e de conhecer a Cristo por conseqüência disso, tudo por causa dos tais ratos.

É... Minha intenção era esta... Mas não foi o que acabou acontecendo. Talvez por covardia minha, ou preguiça, ou mesmo por causa daquele tal minutinho que esperei ali acima.

Não me eximo da culpa por ter perdido tal oportunidade, mas, apesar disso, confio de que Deus proverá àquela pobre alma – tal como eu – uma nova chance, através de outro, mais concentrado do que eu.

Mas, de qualquer maneira, acredito que a Assembléia dos Ratos mereça certo destaque aqui.

Tenho dito ao longo dos anos que, na minha modesta, mas sincera opinião, um dos maiores motivos para que as pessoas, ou grande parte delas, não se convertam a Deus é exatamente ela: a igreja.

Utilizo o termo “igreja” aí com a inicial minúscula para diferenciá-la claramente da Igreja – a verdadeira – que sempre cunharei assim, com a inicial maiúscula.

A escrita – ainda bem – permite isto.

Mas a fala não faz esta distinção; a não ser que criemos outro termo para distinguir uma de outra.

E esse termo bem podia ser “a Assembléia dos Ratos”.

A igreja (com letra minúscula) aqui nada mais é do que a Assembléia dos Ratos, na linguagem indignada do nosso amigo taxista.

O que eu acabei não dizendo foi que minha esposa me falou ainda que aquele taxista lhe confidenciou depois que saí do carro que o motivo de ele chamar assim, mesmo indiscriminadamente, um grupo religioso evangélico qualquer era porque já levara em seu táxi vários pastores da Universal – foi ele quem disse isto, tá gente? – e ouvia o que eles diziam.

Pois é.

É a falta de testemunho de gente dessa laia que desgraça tudo.

Já não bastam mais as inclinações naturais da carne para o pecado, o que precisa ser contido por quem tenha pretensões cristãs, nem mesmo a influência demoníaca sobre a visão espiritual das pessoas, como, por exemplo, nos disse Paulo em II Coríntios 4:4...

Agora a igreja – essa igreja – também aparece como um importante trunfo nas mãos do diabo, porque suja o testemunho cristão e torna a vida religiosa um esconderijo de ignorantes, mentais ou morais, reduzindo a piedade ao nível mais vil de enfado e engodo, coisas das quais pessoas de mínimo quociente intelectual buscam a máxima distância, sob os riscos iminentes de contaminação e morte.

E, se querem saber, eu estou de pleno acordo com eles.

Também não me converteria se fosse um ímpio sincero hoje.

Não a essa religiãozinha mequetrefe que vem sendo disseminada aí nas assembléias de ratos espalhadas por toda a parte. Religião de vintém. De sovinas. De biltres e abutres.

Humanista e desumana ao mesmo tempo.

É por causa dessa gentinha insuportável que o evangelho é tão dificilmente abraçado.

Algumas pessoas infelizmente pensam que o evangelho – o verdadeiro evangelho de Cristo – tem o mesmo quilate dos muitos moribundos espirituais que afirmam ser portadores dele.

E, além do prejuízo próprio, de não receberem a remissão dos seus pecados em Cristo, ainda transferem parte desse prejuízo a outra classe, menos favorecida, é verdade, e que não pode se defender, mas nem por isso merece tanto o nosso desdém: os ratos.

Sim, porque chamar gente assim de ratos acaba sendo um acinte e uma ofensa sem tamanho aos pobres roedores.

NEM TODO TIPO DE FÉ AGRADA A DEUS*

*Por A. W. Tozer

Sem fé é impossível agradar a Deus, mas nem toda a fé agrada a Deus.

Não me lembro de outro período em que a fé tenha sido tão popular como hoje. Depois da primeira guerra mundial, o homem de fé era considerado fraco, e ficava tremendamente para trás na tendência intelectual predominante no mundo de hoje. Mas, desde o fim da segunda guerra mundial, o pêndulo pendeu extremamente noutra direção. A fé tornou a receber o favor de quase toda gente. O cientista, o motorista de táxi, o filósofo, a atriz, o político, o concorrente a prêmios, a dona de casa – todos estão prontos para recomendar a fé como panacéia para todos os males – morais, espirituais e econômicos.

Se tão-somente crermos, faremos de algum modo o que for preciso, ainda que muito difícil. Assim corre a cantiga popular. O que você crê não tem importância. Creia apenas. Judeu, católico, romano, místico naturalista, ocultista, “swamista”, mórmon, sufista, poeta lunático sem convicções religiosas, sonhador político ou aspirante a uma casa de campo em Urano ou Marte – simplesmente creia e, tenha paz, será maravilhoso. Logo um mundo sem doenças e sem guerras emergirá das névoas, habitado por uma raça sem classes, sem credos e sem cor, os homens viverão irmanados nisso e naquilo.

Subjacente a isso está a nebulosa idéia de que a fé é uma energia onipotente a fluir pelo universo e à qual quem quiser pode ligar-se a seu bel-prazer. É concebida vagamente como uma pulsação criadora e sub-racional que jorra para baixo, proveniente de algum “ponto lá em cima”, todo o tempo pronta para entrar em nossos corações e mudar toda a nossa constituição moral e mental, bem como toda a nossa maneira de ver o homem, Deus e o cosmos. Quando ela entra, saem o pessimismo, o medo, a derrota e o fracasso; entram com ela o otimismo, a confiança, o autodomínio pessoal, e o infalível sucesso na guerra, no amor, nos esportes, nos negócios e na política.

É claro que tudo isso são fiapos etéreos de engano pessoal, tecidos com os insubstanciais fios da fantasia trançada pela mente de pessoas de coração mole que querem acreditar nisso. É uma forma de transcendentalismo pobre que, na forma em que o temos hoje, descende do transcendentalismo mais literário e mais respeitável da Nova Inglaterra de um século atrás.

O transcendentalismo é uma espécie de religião sem credo, resultante da vontade de crer e da falta de vontade de crer nas Escrituras Sagradas. Descobrir os princípios do transcendentalismo é extremamente difícil, se é que existe realmente algum princípio; mas Émerson nos deu uma sugestão quando disse: “Crer consiste em aceitar as afirmações da alma; não crer, em negá-las”. Creio que se pode tomar isto como um sumário da fé religiosa de Émerson, e certamente é uma precisa descrição da fé humanística das massas semicristãs de hoje.

O que é deixado de lado em quase tudo isso é que a fé só é boa quando está comprometida com a verdade; quando se apóia na falsidade, pode levar à tragédia eterna, e é o que muitas vezes faz. Pois não basta crermos; temos de crer na coisa certa, a respeito do Ser certo. Crer em Deus é mais do que crer que Ele existe. Acabe e Judas criam nisso. A uma fé certa é necessário conhecimento. Precisamos pelo menos saber algo daquilo a que Deus se assemelha, e qual é a sua vontade para as suas criaturas humanas. Saber menos que isso é ser lançado de volta à necessidade de aceitar as afirmações da alma e substituir por “Assim diz a minha alma” o bíblico “Assim diz o Senhor”.

A fé verdadeira exige que creiamos em tudo que Deus disse acerca de Si mesmo, mas também que creiamos em tudo que Ele disse acerca de nós. Enquanto não crermos que somos maus como Deus diz que somos, não poderemos crer que Ele fará por nós aquilo que Ele diz que fará. Aqui o certo está onde se rompe a religião popular. Esta nunca aceita a severidade de Deus ou a depravação do homem. Salienta a bondade de Deus e a infelicidade do homem. O pecado é uma fragilidade perdoável, e Deus não Se preocupa muito com ele. Ele simplesmente quer que confiemos na Sua bondade.
Crer deste modo é basear a fé na falsidade e edificar a nossa esperança eterna sobre a areia. Ninguém tem o direito de selecionar o que quiser dentre as verdades reveladas. Deus falou. Todos estamos debaixo da solene obrigação de ouvir as afirmações do Espírito Santo.

Manipular as Escrituras de molde a fazê-las escusar-nos, elogiar-nos e consolar-nos é menosprezar a Palavra escrita e rejeitar a Palavra Viva. Crer salvadoramente em Jesus Cristo é crer em tudo que Ele disse de Si mesmo e em tudo o que os profetas e apóstolos disseram sobre Ele. Conscientizemo-nos de que o Jesus que nós “aceitamos” não é um que criamos com o pó da nossa imaginação e formamos à nossa semelhança.

A verdadeira fé nos compele à obediência. “Viemos a receber graça e apostolado por amo do seu nome”, diz Paulo, “para a obediência por fé, entre todos os gentios” (Rm. 1:5). A fé sonhadora e sentimental que ignora os juízos de Deus contra nós e dá ouvidos às afirmações da alma é mortal como o cianido. A fé que aceita passivamente todos os textos agradáveis das Escrituras, ao passo que deixa de lado ou rejeita as severas advertências e mandamentos das mesmas Escrituras, não é a fé a respeito da qual Cristo e os seus apóstolos falaram. Fé na fé é fé perdida. Esperar pelo céu por meio dessa fé é vagar no escuro através de abismo profundo, numa ponte que não chega ao outro lado.

A.W.Tozer, “De Deus e o Homem”
Editora Mundo Cristão, 1ª Edição, 1981,
Título original em inglês “Of God and Men,
Christian Publications Inc., 1960

SOBRE O DÍZIMO E A IGREJA - Parte 2


Promessa é dúvida, já diria o profeta contemporâneo.

Eu disse que em uma semana eu voltaria a falar sobre a questão do dízimo aqui, não foi?

Pois é, lá se vão três semanas!

Mas, antes tarde do que mais tarde ainda, né? (acho que essa também é do tal profeta).

De volta ao nosso assunto, vimos (clique aqui) quais lições podem ser aprendidas com a prática judaica do dízimo à luz do Velho Testamento, e assim, sob essa luz, avaliarmos nossa própria prática eclesiástica, se, de fato, é mesmo igual àquela, como avocamos tão convictamente ser.

Há, entretanto, uma questão que precisa ser encarada por nós com bastante honestidade, qual seja: não estamos hoje pr’além dos tempos da lei? Não é precisamente este o tempo que chamamos “da Graça”?

Qual é, portanto, o padrão ensinado nas Escrituras para a Nova Aliança, a qual pertencemos?


Antes de mais nada, é preciso ver que relação as Escrituras fazem entre a Velha e a Nova Aliança.

Jesus disse que a lei e os profetas vigoraram até João e que, desde então, o Reino de Deus seria alcançado “por força” ou “com muito esforço” (Lc. 16:6). Mas Ele jamais disse isto para INVALIDAR a lei, posto que, em seguida, Ele completou:
“... porém, é mais fácil passar o céu e a terra do que passar um til da lei” (Lc. 16:17).

Lembremo-nos de que quando do batismo de Jesus, Deus, o Próprio, disse que ali estava Aquele que O agradava (Mt. 3:17; 17:5; Mc. 1:11; Lc. 3:22).

E querendo deixar ainda mais claro aos judeus qual era essa RELAÇÃO entre a Velha Aliança (expressa na lei e nos profetas) e a Nova Aliança (expressa em Jesus), no monte da transfiguração, diante de alguns discípulos, Deus disse que apesar da presença ali de Moisés (representando a lei) e de Elias (representando os profetas), era a Jesus que Ele queria que ouvissem (Mc. 9:7).

Pois bem, em diversas ocasiões, Jesus, fazendo referência à lei, dizia:
“Ouvistes o foi dito aos antigos...”, para, em seguida, acrescentar: “... eu, porém, vos digo...”, e então estabelecer um padrão ainda mais elevado ao que fora dito anteriormente.

Por quê?

Porque a Nova Aliança tem, sob todos os aspectos, um padrão mais elevado mesmo. Afinal, se é NOVA, é porque substitui uma VELHA. E ninguém usa algo velho se já tem algo novo para o lugar! É o que diz, inclusive, Hebreus 8:13 (Leia também Rm. 7:6; II Co. 3:14; 5:17; Ef. 4:22; Cl. 3:9).

Ora, se de um lado, a Velha Aliança estabelecia apenas uma décima parte de toda a renda como forma de o povo de Deus contribuir, não seria razoável dizermos que, por outro lado, a Nova Aliança deveria estabelecer mais?

Sim, e é assim mesmo!

Jesus disse que qualquer de nós que não renunciasse a tudo quanto tem não poderia ser seu discípulo (Lucas 14:33).

É inconcebível que, tendo renunciado a tudo, não tenhamos incluído nisto nossos recursos materiais e financeiros, não é mesmo?

Desse modo, pasmem vocês ou não, se na Velha Aliança o padrão era 10%, agora, na Nova Aliança, o padrão é 100%! Ou, pelo menos, deveria ser.

Tudo que reputamos por nosso, na verdade, foi confiado a Deus, para seus interesses em favor de seu povo e/ou de sua obra.

E é a esse ato de dispor tudo que a Bíblia chama de “generosidade”.

O oposto de generosidade segundo as Escrituras é a avareza, que, por definição, é o apego às coisas materiais (sejam elas quais forem). Acerca dos avarentos, se diz:

“... nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus”.
(I Coríntios 6:10)


Não se pode dizer que o exclusivo comprometimento de nossa vida financeira, só e por si só, redunde em exercício amplo e pleno de generosidade, vez que é pontual; mas, sem dúvida, é uma de suas mais fortes expressões e evidências, e esta não pode prescindir daquela, ao contrário.

Isto compreendido, sugiro que abdicássemos da utilização do termo “dízimo”, não por um capricho, mas, sobretudo, por dissociação. Seu uso, embora legítimo, nos leva ao vício, já caduco para a Igreja, da oferta judaica, dezporcentual. Além disso, qualquer contribuição acima do percentual testamentário, configurar-se-ia naturalmente em qualquer coisa, menos “dízimo”, que, já em sua etimologia, quer dizer 10%.

Ou seja, um dízimo de 20% é algo absolutamente descabido.

Sejamos honestos, pensar nisto dói, não é mesmo? Inda mais que, num contexto obscenamente capitalista como o nosso, e com gente idem, dissimuladamente travestida de crente, mas que nada faz senão sorver o sangue da fé alheia até as últimas gotas, isto soa ridículo e inconseqüente.

Sim, de fato o é.

Mas uma verdade não deixa de ser verdade porque alguns a usam indevidamente, para a satisfação de seus interesses escusos.

Precisamos ter coragem para encarar as duas coisas: a verdade inquestionável, e a cretinice alheia.

Há, porém, outra “boa” razão para encontrarmos algo que desculpe nossa indiferença na devida observância dessas verdades (e esta exigirá de nós ainda maior sinceramente): a de que amamos nosso dinheiro, e não gostamos da idéia de nos dispor dele.

Jesus falou sobre isto também.

“Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar a um e amar o outro, ou há de dedicar-se a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas”.
(MATEUS 6:24)


Noutras traduções, em lugar de “riquezas”, o termo é Mamon, uma palavra aramaica cujo significado remete ao de uma divindade espiritual, numa clara alusão ao poder e influência que, não apenas o dinheiro, mas as coisas materiais são capazes de exercer sobre todos nós.

O caso do jovem rico (Mc. 10:17-23), por exemplo, é uma clara ilustração disto. Ele tinha muitos bens, e também tinha vontade – ninguém pode negar – de seguir a Deus. Contudo, ele pensou poder fazê-lo sem ter de mexer em suas riquezas. Jesus, por outro lado, conhecendo-lhe o coração e AMANDO-O disse-lhe que vendesse tudo o que tinha e desse aos pobres, pondo-lhe em prova no primeiro e no segundo mandamento que o jovem disse seguir desde a mais tenra idade. Ao ouvir isto, ele se foi.

Outra ilustração disto, mas às avessas, é o da viúva pobre (Mc. 12:41-44). Apesar de só depositar no gazofilácio uma moedinha, Jesus afirma que ela deu mais do que todos os outros, pois estes deram daquilo que lhes sobrava, aquela, porém, de tudo o que tinha.

“Porque onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração”.
(Mateus 6:21)


Eu sei que muitos argumentarão dos riscos que corremos de dispor nossos recursos todos a gente profana, mas lembremo-nos de que fora exatamente por causa de um contexto como o nosso que Deus repreendeu severamente o povo de Israel, que se negava a levar os dízimos, sob a alegação de que os sacerdotes vinham sendo infiéis.

A desculpa, aparentemente compreensível e lógica, pode ser um engodo para negarmos nossa confiança total em Deus. Se deixarmos, Mamon nos domina e nos aprisiona, o que é óbvio ser ainda mais perigoso num mundo capitalista como o nosso.

Perceba que eu tenho aqui o cuidado de utilizar o verbo “dispor” ao invés de simplesmente “dar”. Isto porque, como já disse acima, “dar” não é exatamente uma evidência de que há generosidade, sendo esta muito mais um estilo de vida, expressado por inúmeras atitudes tomadas em amor e cumplicidade.

A hospitalidade, por exemplo, é uma forma, linda, de generosidade.

Deus não nos quer dando dinheiro. Deus nos quer generosos.

Também não digo aqui que o devemos fazer indiscriminadamente. Infelizmente, o assunto é maior do que este espaço permite, mas acredito que todo o cristão sincero encontrará em Deus boa ocasião de obedecer à sua fé (se for esta), e tornar-se canal abençoador, longe dos lobos vorazes do evangelho e sem ser lesado por quem quer que seja.

Por todo o exposto acima, podemos resumir uma verdadeira atitude de generosidade quando ela vem acompanhada das seguintes características:

1. AMOR (Mc. 12:41-44)
2. FÉ (Lc. 6:38; II Co. 9:6)
3. SACRIFÍCIO (II Co. 8:1-6, 9)
4. ALEGRIA (At. 20:34;II Co. 8:1-9)
5. GRATIDÃO (Hb. 7:6, 7)
6. DESPRENDIMENTO TOTAL (Mc. 6:1-14)
7. SUBMISSÃO (I Co. 16:1, 2; II Co. 8-9)

Generosidade não é o ato de dar dinheiro, mas, sim, o produto da soma de todas as virtudes acima.

SE NÃO TÁ NA BÍBLIA, PODE?


Um dos argumentos mais utilizados para justificar ou desculpar determinadas práticas das pessoas é este: “Mas na Bíblia não tem nada que proíba isto”.

E o pior é que você sabe que não tem mesmo.

Como fica neste caso?

Bem, acredito que o problema desse raciocínio começa exatamente com isto: pensar e atribuir à Bíblia o caráter de “Livro das Negações de Deus”.

As pessoas consideram a Bíblia um livro onde Deus diz o que não se deve fazer.

Até entre cristãos é assim.

Aí, com apenas parcos conhecimentos bíblicos, uma pessoa pode se gabar toda em dizer que, se determinada atitude sua não é reprimida pela Bíblia, não é, também, por Deus, configurando-se, daí, em algo legítimo.

Dessa maneira, o respaldo bíblico para se fazer algo está em não haver respaldo bíblico que proíba fazer.

Mas esse não é um raciocínio tão lógico assim.


A Bíblia não é a manifestação completa de Deus, até porque a manifestação completa de Deus é só Deus mesmo.

Nenhum livro sobre algo ou alguém é a completa revelação daquilo ou daquele por ele revelado. E jamais pode ser.

A revelação bíblica de Deus é apenas uma parte pequena de Sua revelação.

Mas não é falsa por isto; ao contrário.

Uma parte de um todo jamais negará ou contradirá o todo.

É razoável sabermos que encontraremos na Bíblia indícios e evidências da natureza de Deus, e que, algumas vezes, será possível tirar conclusões acerca de temas não tratados explicitamente nela.

Quando for assim, é natural a conjectura, a controvérsia, a inquirição, mas sempre respeitando os princípios absolutos e claros, que, por conseguinte, não podem ser contraditos.

Mas, noutras vezes, nem isto temos.

E, neste caso, especificamente, o melhor que se faz — e é mesmo o que eu procuro fazer — é omitir-se de dar qualquer opinião sobre algo de que não se disponha de conhecimentos bíblicos suficientemente seguros.

A menos que se queira, é claro, arriscar...

Já sabendo, de antemão, no entanto, o seguinte: que, por não haver provas suficientes de que aquilo que se diz seja verdade, pode ser mentira então, por que não?

Muita gente, inclusive, parece pouco preocupada com isto.

Parece bastante a elas apenas a louca certeza de que a ausência de negação é sinal evidente de afirmação, quando, para mim, o raciocínio oposto é mais coerente.

Se a Bíblia é um livro, sobretudo, de afirmações, e não de negações, como eu acredito ser, a ausência de uma afirmação é que pode indicar negação.

Mas, no mínimo, será incerteza.

E incerteza não é fé.

Sem a qual é impossível agradar a Deus (Hb.11:6).

A ENQUETE DO SENADO FEDERAL: MANIPULAÇÃO OU CONVENIÊNCIA?



No dia 06 de novembro último, através do Genizah (sempre ele!), tomei conhecimento de uma enquete veiculada no site do Senado Federal para saber qual a opinião das pessoas acerca da aprovação da PLC 122/2006.

Pra quem não sabe, e em linhas gerais, o que pretende a PLC 122/2006 é dar aos homossexuais direitos que nenhum outro cidadão civil tem, como, por exemplo, o de não ser criticado por suas escolhas. O embuste está em dizer à sociedade que a intenção é garantir aos homossexuais um direito constitucional: o de expressar-se livremente. Mas o resultado é exatamente o oposto, pois ninguém mais terá direito algum de expressar-se contrariamente a eles.

Para garantir o de um, retiram-se os de todos.

O que temos aqui é o predomínio de uma minoria sobre a imensa maioria.


Interessante notar que, a guisa de democráticos, o que o Senado Federal e suas hostes ativistas gays armaram foi um tremendo simulacro de manipulação de informações e parcialidade, que não contava, entretanto, com a decência moral da opinião pública. Ou então, conhecendo-a, ignoraram-na (o que, também, é bem provável).

A pergunta da enquete, naquela ocasião, era expressamente esta (vide figura abaixo): “Você é favorável à aprovação do projeto de lei (PLC 122/2006) que torna crime o preconceito contra homossexuais?” (grifo meu).



Notem a sutileza.

Sorrateiramente, a pergunta induz o leitor ao voto favorável, chamando, desde ali, de preconceito qualquer opinião contrária ao homossexualismo.

Ou seja, na cabecinha mal intencionada deles, já há preconceito (e quem não for favorável à sua criminalização também demonstrará tê-lo); a questão é se deve ser mesmo crime ou não.

Mas, mesmo assim, eles ainda não revelam tudo. Veja o que disse o Júlio Severo a respeito:


“A enquete não explica para os internautas que os militantes gays vêem como ‘preconceito’ toda opinião médica, filosófica, moral ou religiosa contra o homossexualismo. A enquete também não revela para os votantes que toda manifestação contra o homossexualismo é considerada crime pelo PLC 122. Pregações contra o homossexualismo caem nessa categoria, e mesmo sem nenhuma lei semelhante ao PLC 122, pastores e padres já estão sendo ameaçados no Brasil (...)”


Independente disso, parecia haver muita gente ainda disposta a jogar água no chopp das intenções espúrias do governo.

Até o momento de minha votação, 62% das opiniões eram contrárias à aprovação do projeto, contra apenas 38% de votos favoráveis.

Mas, inexplicavelmente depois, a enquete “sumiu” (vejam só!) do ar.

Que coisa, não?

E muito mais inexplicável ainda foi, logo depois, o Senado divulgar, no mesmo site, uma pesquisa, vinda sei lá de onde, dando conta de que 70% dos brasileiros eram favoráveis à criminalização do preconceito contra homossexuais, quando sua “democrática pesquisa” indicava exatamente o contrário (leia
aqui).

De onde eles tiraram isto? Alguém aí foi consultado? Eu não fui.

Aliás, que divulgação foi dada a isto?

Bom, mas eis que ontem, após inúmeros questionamentos por parte da população interessada, a enquete voltou ao ar...

Para sumir novamente, logo depois (clique
aqui), como se sobrevoasse, desapercebidamente, o temível Triângulo das Bermudas.

Mistério...

Quase.

Hoje, ao ver as notícias, leio aquilo que poderia ser a luz no fim do túnel para as nossas “desinformadas” suspeitas.

O site Portal IMPRENSA divulgou a seguinte notícia:
“Hackers atacam enquete do Senado sobre lei contra discriminação de gays".

Será?

A informação é de que um
bug provocado pelo ataque de hackers (provavelmente crentes, né?! Afinal que interesses teria essa gente?) causou a falha nos servidores do Senado Federal, comprometendo o resultado da enquete, e, por isto, eles a teriam tirado do ar.

Talvez seja este o nome que eles dão (hackers) àqueles que prezam pela ordem e pela ética no convívio social.

A pergunta que não quer calar é: se o resultado fosse um rotundo “SIM”, contra um esquálido “NÃO”, eles tirariam do ar a enquete e atribuiriam tais números a um ataque de hackers?

Nunca se saberá, ao certo.

Mas a iniciativa do Senado de esclarecer o fato à população, além do esforço em equacionar um problema que deve ser mesmo muito inconveniente e constrangedor para eles, tadinhos, revela também outros cuidados.

Veja na figura abaixo, conferindo com a notícia do Portal IMPRENSA, o enunciado da enquete que o Senado Federal afirma ter veiculado em seu site.



Agora compare com a primeira imagem lá em cima, retirada da real enquete feita.

Confira ainda abaixo, diretamente da página do Senado, no lado direito, quando a enquete ainda estava no ar.



Você pode ler ali claramente: “Você é favorável à aprovação do projeto de lei (PLC 122/2006) que pune a discriminação contra homossexuais?” (grifo meu)

Por que a alteração, ainda que pequena, do texto? Ele, em momento nenhum, fez parte da enquete.

Não queria o Senado assumir uma mea culpa diante da imprensa e da opinião pública, de modo a amenizar sua dissimulação?

Nunca se saberá, ao certo.

Mas é, no mínimo, suspeita essa confusão toda ao redor de uma enquete sobre a qual não foi feita nenhuma divulgação realmente importante, e — o que é pior — repleto de interesses adversos de setores diversos da sociedade, e pouco dispostos a ceder espaço uns aos outros.

Num ambiente desses, não é exatamente inconcebível que um interesse maior queira se valer de suas influências políticas para sobrepor-se àquele inferior, subjugando-o ao seu totalitarismo intransigente.

Ainda mais se tudo isto parecer um acidente.

Tal como uma boa e velha organização mafiosa gostaria de fazer.


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"Ninguém tem certeza da suficiência do seu arrependimento e pesar verdadeiros;
muito menos certeza pode ter de haver alcançado pleno perdão dos seus pecados"
(Martinho Lutero)

JESUS CRISTO, JUDAS, LULA E EU


Tive conhecimento hoje, através do Mídia Sem Máscara, no artigo “Jesus Cristo, Judas e Lula” assinado por Júlio Severo, da entrevista concedida pelo presidente Lula à Folha de São Paulo, e publicada na Folha Online em 22/10/2009.

O ponto principal abordado por Júlio foi a declaração do presidente de que:
“Se Jesus Cristo viesse para cá, e Judas tivesse a votação num partido qualquer, Jesus teria de chamar Judas para fazer coalizão”.

A resposta foi dada quando o presidente foi questionado sobre suas relações com figuras políticas de imagens reconhecidamente arranhadas para a população brasileira, como Renan Calheiros (PMDB-AL), José Sarney (PMDB-AP) e o ex-presidente Fernando Collor de Melo (PTB-AL).

A comparação foi, no mínimo, infeliz realmente.

Pois de onde quer que se parta dela, a conclusão será sempre a mais ignóbil possível.


A oposição, por exemplo, aproveitou a polêmica frase para atribuir a ela um caráter justificatório, haja vista todos os escândalos já ocorridos até aqui sobre a gestão do petista.

Já Júlio Severo sugere que a visão destorcida que Lula tem de Jesus (e Judas) se deve à imagem (e à mensagem) transmitida a ele pelas suspeitas lideranças cristãs que o cercam, no que, obviamente, ele tem absoluta razão.

Meu ponto de vista converge e diverge um pouco das duas opiniões acima, e, mesmo assumidamente me considerando o menos indicado entre todos para falar com propriedade sobre esses temas políticos aqui ou em qualquer lugar, acho que tenho relativa razão.

Não creio que Lula quisesse, voluntariamente, justificar os atos escusos que se embrenharam sob seu nariz, e dos quais ele reiteradas vezes afirmou “não saber”, ainda que, de certa maneira, ele o tenha feito.

Também não acho que o presidente, religioso como ele imagina ser, tenha pretendido que se fizesse uma nova leitura acerca da personalidade comportamental de Jesus, dando a ela uma interpretação mais politizada de seus ensinos, contextualizados para uma nova ordem mundial — e, ingênuo que é, nisto tivesse errado.

Não.

Em minha modestíssima opinião, o que o presidente chamou de “Jesus” e de “Judas” simplesmente têm outros nomes, e nada mais são que estereótipos.

Jesus e Judas, na fala de Lula, são antípodas. Um representa o bem; outro o mal.

Não é que ele se esquece de que Jesus e Judas, aqueles mesmos, os reais, tenham andado juntos por três anos (o que não apenas implica em acordo ou coalizão, como gostam de dizer os políticos, mas em cumplicidade, compromisso e, sobretudo, amor, numa linguagem um pouco mais cristã).

A questão é que Lula simplesmente ignora isto. Ele não sabe.

A visão do presidente, aliás, é a mesma da maioria.

Jesus e Judas são figuras absolutamente antagônicas.

Desse modo, não é exagero algum supor que, ao dizer isto, o que Lula simplesmente fez foi uma confissão: a de que aqui, no Brasil, a união do santo com o profano não é impossível como a natureza (espiritual ou física) dos fatos insistem em mostrar.

Nem meramente opcional.

É obrigatória.

“Esse é o Brasil”, diz Lula.

O que podemos esperar então daqui pra frente?

Mais do que Jesus ou Judas, o presidente está falando é de mim... De você... De nós. Como se nos desafiasse a mudar (ou tentar mudar) a ordem natural (e diabólica, por este prisma) das coisas. Como se dissesse: “Aqui, é assim que as coisas são. O certo tem que andar de acordo com o errado”.

É, pode ser.

Mas, preciso dizer-lhe, sr. Presidente, que ainda que eu esteja sozinho (embora saiba que não estou), eu vou seguir resistindo.

Porque, no Reino de Deus, sr. Presidente, é assim que as coisas são.

SOBRE O DÍZIMO E A IGREJA - Parte 1


A palavra “igreja” hoje é sinônimo de “dízimo” para os incautos (e para alguns bem sabidinhos também).

E esse é um dos assuntos mais polêmicos e certamente mais inquietantes no universo das doutrinas cristãs, que achincalha a vida e a moral de muitos homens e mulheres sérios de Deus.

Eu ouso até dizer que, se os cristãos comprometidos pudessem preterir de algo na doutrina cristã, o dízimo seria o mais votado.

Menos até pelo apego pessoal ao dinheiro (cristãos comprometidos não se importam de pôr a mão no bolso para cooperarem com o Reino de Deus). Mais mesmo é pela vergonha de contribuírem puramente e em alegre obediência à sua fé, e serem tachados de financiadores da locupletação desvairada de alguns “ministros do Evangelho”: verdadeiros abutres em nome de Deus.

E, convenhamos... A história recente da Igreja dá motivos de sobra para terem razão nisto.

Por outro lado, a importância do tema é tanta para a Igreja que torna imprescindível sua prática, embora tal prática não seja bem compreendida ainda da maioria de nós.

É um erro pensar, por exemplo, que o dizimar seja um mero princípio cristão elementar, e assaz elementar, que transforma sua não observância num daqueles vexames históricos para o crente, sem qualquer precedente bíblico.

Se o dízimo é dado com o intuito de “livrar a própria cara” ou para “fazer uma média” diante de Deus e dos homens, de pouco ou nada ele servirá ao ofertante, mesmo que este tenha se despendido de uma vultosa quantia.

Pior ainda é pensar que o dar o dízimo seja uma espécie de pagamento que se faz a Deus, ou ainda, que seja o equivalente divino das nossas aplicações financeiras, quando o dinheiro depositado vai rendendo, rendendo, e depois volta pra gente no final, com juros e correções monetárias.

Jesus pouco falou especificamente sobre o dízimo (ou, pelo menos, pouco se tem registrado nos Evangelhos de tudo o que Ele falou), assim, toda a base — e nada mais que isto — para a aplicação prática do dízimo deve ser retirada daquele tempo bíblico que chamamos de Velha Aliança.

E de cara já desmistificamos uma coisa.


Engana-se quem pensa que o dízimo é uma ordenança divina, e que requer de nós tão somente uma obediência tácita.

A Bíblia mostra que a prática dizimista precede à lei.

A primeira referência ao dízimo, na forma como o conhecemos, remonta a, pelo menos, 600 anos antes da lei, e aconteceu com Abraão, quando este ainda era Abrão.


“E bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mãos!
E Abrão deu-lhe o dízimo de tudo”.
(Gênesis 14:20)

Antes de tudo, o dízimo parecia ser um princípio aplicado por homens em cuja vida habitava tanto o temor a Deus, quanto um profundo desejo de gratidão e de “retribuição” a Ele. No episódio em questão, Melquisedeque abençoou a Abrão e, numa atitude de gratidão, recebeu deste o dízimo de tudo.

Depreende-se daí que quem dá o dízimo não o faz para ser abençoado, mas sim porque já se reconhece abençoado. Abrão não deu o dízimo para ser abençoado por Melquisedeque (numa instância menor) ou por Deus (numa instância maior). Ele o deu porque já tinha sido abençoado por eles.

Pro inferno, portanto, com essa tal de Teologia da Prosperidade!

Mais tarde só (600 anos depois, como vimos) é que a prática foi, por assim dizer, “oficializada” na forma de lei.

“Também todos os dízimos da terra, quer dos cereais, quer do fruto das árvores, pertencem ao Senhor; santos são ao Senhor. (...) São esses os mandamentos que o Senhor ordenou a Moisés, para os filhos de Israel, no monte Sinai”.
(Levítico 27:30-34)

A palavra “santo” vem do latim sanctus, e significa “separado”. É o mesmo radical, por exemplo, de secta, palavra também em latim (oriunda de sequi, que significa “seguir”), e de onde vêm as palavras “seita” e “sectarismo”, ou “separação”.

(ser membro de uma “seita”, em princípio, não parece ser algo necessariamente tão ruim assim, como sempre fazemos sugerir, né, gente?)

Bom, como se vê, os dízimos eram separados ao Senhor, e fora requerido do Seu povo, a quem Ele mesmo escolheu, a saber, a nação de Israel.

Dízimo (do latim decimu) = A décima parte.


O que se fazia com os dízimos?

Não havia dinheiro nos tempos da Velha Aliança, muito menos um sistema capitalista como o de hoje. Não havia sequer moeda corrente e os negócios todos eram feitos sob PERMUTA ou MUCAMBO, que nada mais é do que uma troca de benefícios. Assim, o que tinha valor naquela época eram objetos, alimentos, terras, etc. O dízimo deles era dado na forma de parte de uma colheita, por exemplo, ou uma parte do gado, de especiarias, e o ouro, a prata e o bronze que havia era destinado à confecção de objetos e utensílios que seriam trocados mais tarde.

Por uma convenção divina, Deus conferiu ao levitas o direito de usufruto dos dízimos ofertados pelo povo de Israel (Nm.18:24). Entretanto, o princípio se manteria ainda assim, e os levitas, igualmente, deveriam retirar de tudo o que recebessem aquilo que era chamado de “dízimo dos dízimos” (Nm.18:26).

Perguntinha: Terá sido apenas coincidência o fato de que os levitas eram os únicos, entre todos de Israel, que não receberam porção alguma como herança na divisão das terras de Canaã (Js.13:14-33)?

Creio que não.

Doutra sorte, porém, Deus disse que seria, Ele próprio, a porção deles (Dt.10:9; Nm.18:20). Dessa maneira, Ele os fez, ao mesmo tempo, os mais pobres e os mais ricos entre os homens.

Há mais uma aplicação importante dada aos dízimos e às ofertas levantados pelo povo, segundo os moldes do Antigo Testamento: o suprimento aos de fora, aos órfãos e às viúvas, que deveria ser feito a cada período de três anos (Dt.14:28, 29).

Essas considerações são absolutamente necessárias, e só depois delas é que podemos então nos lembrar daquela que é, sem dúvida, a referência mais conhecida da maioria dos crentes espalhados Brasil afora, sobre o dízimo: a de Malaquias (mas, ao invés disto, é dela que nos lembramos primeiro).

Naquela ocasião, os sacerdotes não estavam sendo fiéis a Deus (em vários aspectos, inclusive) e o povo, sabendo disto, começou a parar de dar o dízimo (como muitos de nós fazemos também, né não?).

O que Deus fez?

Corrigiu severamente os sacerdotes por sua negligência... Mas também corrigiu severamente o povo por sua displicência (Ml. 2-3), chamando-o, inclusive, de “ladrão”.

Em resumo, o que aprendemos com a prática da Antiga Aliança é que:

1º) A primeira motivação para o dízimo é a gratidão e o reconhecimento, depois vindo a obediência ao princípio estabelecido. E em nenhum momento deve haver desejo de recompensa, ou investimento, como dizem alguns;

2º) A ordem dos fatos indica que quem se reconhece abençoado por Deus é que dá, e não o contrário (dá par ser abençoado). Assim, não dar pode também significar que a pessoa não se sente abençoada por Deus;

3º) O dízimo era requerido do povo de Israel, ou seja, daqueles com quem Deus mantinha um relacionamento, o que sugere que dizimar implica em comunhão e compromissos mútuos;

4º) Um sacerdote ou ministro (aquele que se beneficia do dízimo) não tem valores nesta vida. O Senhor é sua porção. Ele vive do que Deus lhe dá, e, sobretudo, da fé;

5º) Ninguém está isento de dar. Até os que recebem do dízimo, devem dar a parte correspondente dele;

6º) O dízimo deve prestar, entre outras coisas, ao sustento de necessitados no meio da congregação, de modo que estes não existam;

7º) Não há desculpa para não dar. A infidelidade, afinal, será julgada de todos. Tanto daqueles que não dão quanto daqueles que administram.

Tudo isto, junto, é o modelo do ensino testamentário acerca do dízimo, e nele é bem possível que identifiquemos algumas incongruências com nossa prática capitalista hoje.

Entretanto, vocês lembram de eu ter dito que Jesus pouco falou especificamente sobre o dízimo?

Pois bem. Creio haver motivos para isto, e que eles são, de fato, o que realmente importa nisso tudo.

Mas sobre eles falarei na próxima semana, na segunda e última parte desse assunto.

Até lá, se se interessarem.

EDUCAÇÃO OU DEFORMAÇÃO?*

*Por Olavo de Carvalho

"O pronunciamento do MEC, que considerou inconstitucional a legalização do homeschooling por violar o direito de todos à educação gratuita, é só mais um exemplo do barbarismo que, a pretexto de educar nossos filhos, lhes impõe todo um sistema de deformidades mentais e morais para fazer deles idiotas criminosos à imagem e semelhança de nossos governantes.

"Lembrem o que eu disse dias atrás, sobre as afirmações que não podem ser discutidas, apenas analisadas como sintomas da demência que as produziu. O parecer do MEC sobre o homeschooling inclui-se nitidamente nessa categoria. Desde logo, um direito que, sob as penas da lei, se imponha ao seu alegado beneficiário como uma obrigação, não é de maneira alguma um direito. Direito, como bem explicava Simone Weil, é obrigação reversa: se tenho um direito, é porque alguém tem uma obrigação para comigo. Ter direito a um salário é ter um empregador que está obrigado a pagá-lo. Se, ao contrário, sou eu mesmo o titular do direito e da obrigação de satisfazê-lo, é claro que não tenho direito nenhum, apenas a obrigação. É assim que os luminares do MEC entendem a educação gratuita: as pobres crianças brasileiras, por serem titulares desse direito, são obrigadas a engolir a cafajestada estatal inteira que se transmite nas escolas, sob pena de que seus pais sejam enviados à cadeia. Isso não é um direito: é uma imposição e um castigo. Para sofrê-lo, basta ser criança e inocente.

"O pior é que os apologistas dessa coisa nem reparam na impropriedade do vocabulário com que a defendem, indício não só de suas más intenções como também da sua falta da cultura superior indispensável aos cargos que ocupam na Educação nacional. Segundo a agência de notícias da Câmara dos Deputados, o diretor de Concepções e Orientações Curriculares do Ministério, Carlos Artexes Simões, acredita que 'a obrigatoriedade de o Estado garantir o ensino fundamental, conforme prevê a Constituição, deve ser exercida na escola'. Qual o nexo lógico que essa criatura crê enxergar entre a obrigação estatal de garantir isto ou aquilo e o direito de o governo mandar para a cadeia quem prescinda desse suposto benefício? Desde quando a obrigação de um se converte automaticamente em obrigação de outro, e, pior ainda, em obrigação do titular do direito correspondente? O Estado tem também a obrigação de garantir assistência médica: deveriam então ser processados e presos os cidadãos que recorram a um médico particular, poupando aos cofres públicos uma despesa desnecessária? O Estado tem a obrigação de pagar aposentadorias: nunca fui buscar a minha, à qual tenho direito há mais de uma década. Não fui buscá-la porque ainda estou forte e saudável, graças a Deus, e fico feliz de poupar ao Estado uma quantia que será melhor empregada em benefício de doentes e incapacitados. Devo ser preso por isso? Quanto custa ao Estado a educação de uma criança? Se um indivíduo tem seus impostos em dia e ainda, possuindo dons de educador, dá instrução a seus filhos em casa, cabe ao Estado ser grato ao cidadão exemplar que o auxilia duplamente, com seu dinheiro e com seus serviços, sem nada pedir em troca. Punir essa conduta honrosa é inversão total da moralidade. Sendo nosso governo o que é, não se poderia mesmo esperar dele outra coisa.

"Em terceiro lugar, qual a oposição lógica que esses loucos crêem existir entre o homeschooling e o direito à educação gratuita? Imaginam eles que os pais cobram mensalidades dos filhos para educá-los em casa? A coisa é de um contrasenso tão evidente que não percebê-lo à primeira vista indica deficiência mental.

"Por fim, o próprio Carlos Artexes Simões não percebe a monstruosidade comunofascista que profere ao declarar que 'a escola ainda é a vanguarda do ponto de vista do conhecimento necessário para a construção de um Estado republicano'. Por que as crianças deveriam ser usadas como tijolos para a construção deste ou daquele regime político que interesse ao sr. Simões? Se o regime fosse monárquico, isso mudaria em alguma coisa o conteúdo das disciplinas essenciais, como gramática, aritmética e ciências? Mesmo a História e a informação básica sobre direitos humanos não têm por que ser alteradas conforme as preferências do regime. Bem ao contrário: qualquer regime que exista só se legitima na medida em que se submeta aos valores e critérios universais dos quais a educação é portadora, em vez de torcê-los para amoldá-los à política do dia. Como expressão da cultura, a educação deve moldar o governo, não este a educação. Transformar a cultura e a educação em instrumentos do Estado foi o que fizeram Stalin, Hitler, Mussolini, Mao, Fidel Castro e Pol-Pot. O sr. Simões defende essa concepção com a naturalidade sonsa de quem não é capaz de enxergar nada acima de uma política mesquinha, abjeta, oportunista. Talvez ele não o note, mas o que ele entende por educação é manipulação, é abuso intelectual de menores.

"Mais desprezível ainda se torna a sua opinião quando ele acrescenta que a escola não visa só à educação, mas à socialização. Não sabe ele que tipo de socialização nossas crianças encontram nas escolas públicas? Não sabe que estas são fábricas de desajustados, de delinqüentes, de criminosos? Não sabe que, em nome da socialização, as condutas piores e mais violentas são ali incentivadas pelo próprio governo que ele representa? Não sabe que agredir professores, destruir o patrimônio das escolas, consumir drogas, entregar-se a obscenidades em público, são atos considerados normais e até desejáveis nessas instituições do inferno? Não sabe ele que há um crescimento proporcional direto da criminalidade infanto-juvenil à medida que se amplia a escolarização?

"Por que se faz de inocente, defendendo a escola em abstrato, como um arquétipo platônico, fingindo ignorar a realidade miserável que as escolas públicas brasileiras impõem a seus alunos, ou melhor, às suas vítimas? Por que finge ignorar que, além da deformidade moral e social que ali aprendem, tudo o que os nossos estudantes adquirem nessas instituições é a formação necessária para tirar, sempre e sistematicamente, as piores notas do mundo nas avaliações internacionais?

"Com que direito o fornecedor de lixo, de veneno, de dejetos, há de punir quem se recuse a ingeri-los, ou a dá-los a seus filhos?

"O que se deve questionar não é o direito de os pais educarem seus filhos em casa: é o direito de politiqueiros e manipuladores ideológicos interferirem na educação das crianças brasileiras. É o próprio direito de o Estado mandar e desmandar numa instituição que o antecede de milênios e à qual ele deve o seu próprio ingresso na existência. Muito antes de que o Estado moderno aparecesse sequer como concepção abstrata, as escolas para crianças e adolescentes, anexas aos monastérios e catedrais (e nem falo das grandes universidades), já haviam alcançado um nível de perfeição que nunca mais puderam recuperar desde que a educação caiu sob o domínio dos políticos.

"Se queremos melhorar a educação nacional, a primeira coisa que temos de fazer é tirá-la do controle de manipuladores e demagogos que não se educaram nem sequer a si próprios, a começar pelo sr. presidente da República, que se vangloria obscenamente de sua incapacidade de ler livros."



Nota do EdV:

Os grifos são do blog.

Como a maioria já sabe, sou pai de uma bebezinha de tenros 1 ano e 1 mês apenas. Daqui a alguns anos, ela começará a trilhar os caminhos do conhecimento científico.

Infelizmente, não estou à vontade com isto.

Pra dizer a verdade, estou desesperado.

E isto por causa de tudo o que o Prof. Olavo disse no belíssimo artigo acima.

Não quero entregar minha filha a este sistema depravado de valores morais invertidos ao quadrado.

Espero honestamente em Deus que o contexto mude até lá, e que a idéia salvadora do homeschooling seja finalmente aprovada.

Entretanto, se isto não acontecer, creio que Deus proverá outro meio... Ou a graça necessária para enfrentarmos qualquer incircunciso gigante filisteu que ouse afrontar o povo de Deus.

"Salva-nos, Senhor!"

A FUNÇÃO DA LEI*

* Por Pastor Edmilson


Muitos cristãos sabem que estamos debaixo da graça e que a dispensação da lei acabou. Mas, surge a pergunta: não há qualquer lei que o cristão tenha que guardar? E, se tem, com que propósito?

A lei foi dada por Deus aos filhos de Israel aos pés do monte Sinai. Sua finalidade era servir de termômetro a fim de mostrar que o homem estava enfermo pelo pecado. Desde a queda de Adão, o homem é pecador por constituição, ou seja, o pecado faz parte de seu ser. Quando falamos “o pecado”, estamos nos referindo àquela força que habita dentro do homem que o atrai a prática de atos pecaminosos. Sabemos que não é necessário o homem fazer força para pecar, pois, já existe dentro dele uma força que o atrai ao pecado. É bom que você leia todo o capítulo 7 de Romanos com atenção. Neste texto Paulo chama esta força de “lei do pecado e da morte”. É chamada de lei porque se trata de uma verdadeira regra dentro do ser humano; ninguém precisa ensinar o homem a pecar, pois ele já nasce sabendo. Paulo fala sobre o momento em que Deus deu sua lei ao povo de Israel, e o que isso provocou. Antes de a lei vir, o homem já tinha o pecado dentro de si, mas ele não sabia disso. A lei veio para expor ao homem o que estava dentro dele. O pecado jazia adormecido dentro do homem até o momento em que o homem recebeu a lei e tentou guardá-la. A cobiça já estava dentro do homem, porém quando Deus deu sua lei e mandou que o homem não cobiçasse — e este tentou não cobiçar — não somente ele não conseguiu não cobiçar, como também passou a ter consciência desta cobiça que estava dentro dele. Quanto mais o homem tentava não cobiçar, mais ele cobiçava. Era justamente este o propósito da lei, fazer com que o homem tentasse cumpri-la e, ao não conseguir, descobrir que há uma força dentro dele que o impossibilita viver uma vida conforme as exigências da lei. Através da lei, o homem deveria chegar ao estado que Paulo chegou e clamar: “miserável homem que sou! quem me livrará do corpo desta morte?”

É claro que não foi a lei que produziu o pecado dentro do homem. Ela simplesmente mostrou que o pecado estava lá. É como John Bunyan mostrou em sua alegoria “O Peregrino”, quando Cristão chega numa casa toda empoeirada e o interprete lhe diz que aquela casa era o coração do homem e a poeira era o pecado. De repente entrou na casa uma mulher com uma vassoura para varrê-la; a nuvem de poeira que se levantou foi tão grande que quase sufocou Cristão. Intérprete explicou a Cristão que aquela mulher com a vassoura na mão era a lei. A mulher com a vassoura não produziu a poeira, ela somente tornou evidente que a poeira estava lá.

E qual o benefício que isso traria ao homem? O conhecimento de que há uma força dentro de nós que nos impossibilita vivermos da forma como Deus quer nos levará a buscar o socorro de Deus e ver que somente a graça de Deus em nós é que nos possibilita vivermos a altura de suas exigências. Para que o homem procure a cura é necessário que primeiramente ele saiba que está doente.

A lei mostrou que o homem está doente e o preparou para receber o remédio de Deus que é sua graça através da obra do Senhor Jesus na cruz. Tivesse o Senhor Jesus realizado sua obra de salvação antes de Deus dar sua lei, o homem iria julgar-se capaz de salvar-se a si mesmo. A lei mostrou que a salvação teria que vir de Deus, pois o pecado impossibilitava o acesso do homem a Deus. A lei foi o termômetro que mostrou que o homem estava com a febre do pecado, para que ele pudesse buscar a cura.

"Porém agora estamos livres da lei porque já morremos para aquilo que nos mantinha prisioneiros. Por isso somos livres para servir a Deus não da maneira antiga, obedecendo à lei escrita, mas da maneira nova, obedecendo ao Espírito de Deus. O que vamos dizer então? Que a própria lei é pecado? É claro que não! Mas foi a lei que me fez saber o que é pecado. Pois eu não saberia o que é a cobiça se a lei não tivesse dito: "Não cobice”. Porém o pecado se aproveitou dessa lei para despertar em mim todo tipo de cobiça. Porque, se não existe a lei, o pecado é uma coisa morta."
(Romanos 7.6-8)


Fonte: Genizah

"DIZ-ME COM QUEM ANDAS QUE TE DIREI QUEM ÉS"



Bem, pessoal, lá se vai uma semana, e meu comentário (aquele!) lá no blog do Macedão não foi mesmo publicado, como eu previa, inclusive.

(e eu que não dou essa sorte com a Mega-Sena...!)

De qualquer maneira, até o fechamento desse artigo, os 3 posts favoráveis (ou, no mínimo, inclinados ao favorecimento) ao aborto que o Bispo (?) veiculou em seu blog já contavam com mais de 400 comentários!! E a lista deve crescer ainda mais.

(ah, que inveja!)

Demorei um pouco, mas dei ao menos uma olhadela rápida em todos os comentários.

Não sei exatamente o percentual de opiniões favoráveis e desfavoráveis (acho que ficou meio a meio), mas, entre os chamados pró-aborto, alguns comentários chamaram minha atenção, e resolvi dar a eles algum destaque aqui.

O post é grande (maior até que de costume).

Se clicar “Leia mais...” abaixo, não tem do que reclamar, ok? Essa é, portanto, sua última chance.


Detalhe: as mensagens não foram editadas e os eventuais erros ortográficos foram mantidos, mas os grifos são meus.

Tem uma turma que é visionária. Aqueles que possuem poderes nostradâmicos e enxergam, com clareza, o destino inevitável das crianças que, porventura, não sejam sumariamente abortadas.

Gente como o Michel Corrêa, por exemplo, que disse:
“... Não acho que o aborto é mais grave do que colocar uma criança no mundo para ter um fim como estes do vídeo”, ou como a Ana Cláudia, que mesmo sabendo ser errado, parece resignada: “...sei que um aborto não é uma coisa boa, mas uma criança pode sofrer cem vezes mais do que se houvesse sido abortada.”

A Anne Oliveira, que foi chamada de desumana por sua posição a favor do aborto, contra-atacou: “Desumano é dar a vida a um ser humano, já sabendo que ele vai sofrer!”

Não, Anne. A pessoa que dá a vida a um ser já sabendo que ele vai sofrer é super-humano; é alguém com poderes sobrenaturais. Uau!

A Priscila Silva apelou:
“Então tá, não se faça aborto, mas tenha-se milhões de filhos para serem miseráveis, doentes viverem como bichos, como a corja da humanidade, enquanto você come o seu bife com fritas em paz. Que hipocrisia, é fácil falar quando não se vive nessa situação de calamidade.ABORTO SIM!!!” Hmmm... Deu até fome!

O CESAR Enrique, mesmo não tendo tanta certeza, diz:
“Muito sensata essa opinião,e concordo plenamente com o sr bispo.Quanto mais crianças nascem mais possibilidade existe delas irem pro inferno,e se ouver um aborto elas herdarão o reino dos céus,pois esta escrito que dos pequeninos é o reino dos céus”. E, pelo visto, quanto “mais pequeninos” melhor!

Já o comentário do Correia é bastante intrigante:
“Vamos continuar a encher esse mundo, é isso que o o diabo quer...” E eu que sempre pensei que tinha sido Deus Quem tinha dito isto, hein?! Ele continua: “.... pois, quem garante que todos que nascem hoje vão ser cristãos de fato?… Essa conversa fiada de dizer que o pai ensina à tá!…” Ué?! Mas aqui também não foi Deus Quem disse??? Gente, tô vendo que preciso ler mais a “Briba”! Olha só a continuação: “Deus tem ensinado tanto e a humanidade está caminhando para o caos a cada dia”. Ou seja, Deus é um incompetente, afinal, ele tem ensinado tanto, e a gente não aprende nunca!

Outro grupo que encontrei são os “Procuradores do Juízo de Deus”. Esses devem ter uma procuração formal da parte de Deus para falar em nome d’Ele. E têm tanta certeza do que estão dizendo que – eu confesso – tenho até medo...

O antonio junior lucena é um deles:
”com certeza um aborto é melhor,pós um feto tem salvação.”, no que concordam a elaine: ”com certeza o bp. tem toda a razão”, e a Ana: “Não só acho que o,Bispo tem razão como tenho certeza,que em varios casos o aborto, seria necessário. na fé.”

Com certeza, eles devem ter a tal procuração.

Há aqueles que ficaram tão indignados com as imagens, mas tão indignados, mas tão indignados que não conseguem nem fazer nada por isto. Aliás, segundo eles, quem deveria fazer mesmo são os contrários ao aborto, já que, por eles, todas aquelas “pobres criancinhas” carentes de amor estariam mortas há muito tempo.

Destaco a eliane vasconcelos (que participou ativamente da discussão), que faz um apelo cristão (provavelmente aos cristãos também):
"Aqueles que são contra o aborto que levante-se vão lá e cuidem dessas crianças, paguem médicos, remédios,comida fiquem lá cuidando no lugar da mãe, se coloquem no lugar delas, a maioria foram violentadas, não optaram por gravidez, sem contar nas inúmeras doenças que elas devem ter, só mesmo alguém cego e irracional pode ser tão insensível.Amar essas pessoas não é sentir pena e somente orar, mas sim apoiar uma lei que pode mudar suas vidas, EU SOU A FAVOR DO ABORTO SIM…”

Como vêem, no caso aí acima, para a “sensível” eliane vasconcelos, “uma lei que pode mudar suas vidas” é uma lei que “tire suas vidas”, entendeu, né?!

Vejam o que disse o Aldaires:
“Essa mesma gente que mete a malha no Bispo Macedo por ele apoiar o aborto é a mesma gente que escraviza seus empregados e rouba seus direitos e impedem que suas mães deem a seus filhos o mínimo que uma criança . Essa gente hipócrita só sabe falar mal mais não tem a decência de fazer nada p/ mudar. Que Deus levante homens de Deus valentes para mudar a história da África.”

E a ROSELANE (IURD DO ALSKA) já sabe quem são esses homens: “(...) Que a IURD chegue nesses lugares o mais rápido possível!!!!!”

Já a alma da Lilika é mais caridosa (mas só um pouquinho), e, se pudesse, arcaria até com as despesas aéreas Brasil afora, para levar os que são contra o aborto (os fanáticos, como ela chama), e fazê-los mudar de opinião: “Sabe bispo se eu pudesse convidaria todas as pessoas que são contra o aborto e as colocaria num avião , para levá-las a uma visita, lá fora não aqui mesmo, pode ser no interior do Ceara, Bahia, Maranhão,enfim quem sabe assim vendo de perto deixariam o fanatismo de lado e acordassem para uma realidade estampada . Estamos falando de uma NAÇÃO MISERÁVEL, não do mundinho de muitos que só enxergam o próprio umbigo…aborto sim…”

Obviamente que ela só disse que arcaria com as despesas, “se pudesse”, porque simplesmente não pode mesmo.

Já a Cristiane, coitadinha, não conseguiu nem comer:
“Realmente Bispo... Um aborto é INDISCUTIVELMENTE MELHOR do que assistir e saber que existem milhares de pessoas no mundo que não vivem e nem vegetam, são moribundos “lançados” nessa terra à toda sorte de desgraça, ódio e a mais profunda estupidez humana. Assisti esse vídeo ontem à noite e obviamente nem consegui jantar com meu marido ao ver cenas tão fortes, deprimentes e infelizmente reais. Orei por todas as pessoas que vivem nessas situações. Deus o abençõe muito!”

Ou seja, se a mulherada lá tivesse abortado, ela teria comido aqui tranquilamente. Tá certa mesma em apoiar o aborto, uai! Onde já se viu? Não tem discussão!

Há outros para quem esse assunto traz ainda mais dúvidas do que respostas.

Tantas que o Rodrigo, por exemplo, chegou a perguntar:
”Um aborto nesse caso sem dúvida seria a melhor solução, quem tem coragem de negar isso ?”

Mas eu tenho, Rodrigo. Eu tenho.

A Sandra também tem uma dúvida:
“Porque tanto sofrimento meu Deus? Uns com muito e outros com tão pouco.”

E não há talvez ninguém melhor para responder a questões existenciais como esta do que o Bispo Macedo.

O Silva (ou a Silva, não sei) pede respaldo bíblico, e eu ajudo:
“Àqueles que são contra o aborto: podem, por favor, me mostrar em que passagem bíblica Deus (ou um homem iluminado por ele) diz explicitamente que o aborto é algo abominável?”

Além do “não matarás”, Silva?

Muitos lá fizeram questão de demonstrar sua solidariedade às mães, como o WELERSON que disse:
“as pessoas que falam contra o aborto e porque não esta na pele destas pessoas e nem na pele da mae delas”

Bem, desculpe perguntar, mas... E você, WELERSON, está na pele deles?

A PATRICIA VENTURA filosofa:
“É UMA QUESTAO DE VALORIZAÇAO DA PROPIA MULHER.”

Já do bebê...

A Silvana França resume bem o que pensam muitos dessa ala da sociedade:
“Deveria ser legalizado já q ñ é a proibição q impede q seja feito. Melhor um aborto do q 1 criança rejeitada ou enfrentando péssimas condições de vida. Sem falar nas mortes de milhares de mulheres q poderia ser evitada.”

Essa, aliás, é uma opinião bastante interessante. Quer dizer que se a proibição não impede, devemos legalizar? Hmmm... Os bandidos e traficantes agradecerão muito.

A Luiza também parece demonstrar muita preocupação com a vida humana:
“Creio que a legalização do aborto salvará várias mulheres que arriscam a vida em clínicas clandestinas, verdadeiros açougues.”

Ou nem tanto. Para salvar muitas mães, morrem todas as crianças...?

Um caso bastante interessante (e engraçado) é o da Lucia Martins que apóia o aborto não apoiando também... Isto mesmo! Você não leu errado, não. Ela apóia, não apoiando! Ao mesmo tempo! É ou não é de fazer corar de vergonha o mais experiente dos políticos do nosso país?
“Realmente eu prefiro um aborto a ser filha de uma mulher desmiolada que não se cuida ou não se presta a comprar o anticoncepcional.”

Ou seja, ela “apóia o aborto”, mas acha que a mulher que faz isto é uma “desmiolada (sic) e irresponsável”.

Fantástico, né não?

Mas nenhum deles se compara ao da Tabita que conseguiu a proeza de solidarizar-se a TODOS OS ABORTADOS, sem exceção, para dar uma lição nos “hipócritas do pró-aborto”:
“Povo egoísta se eu fosse essa criança preferia ser abortada . Não sei porquê o espanto vocês que são contra o aborto se alimentam todos os dias de abortos sabiam ? Os hambúrgures salsichas patês carne moídas e todo tipo de embutidos são feitos de fetos de vacas que abortam, ou vocês acham que os bezerrinhos que nascem mortos são jogados no lixo. Moem os fetos os ovários úteros e até a placenta, isso vocês não acham que é pecado ??? Matar os bebes das vacas que alimentam os filhos de vocês …”

Uma pérola!

Ah, sim! Como não podia deixar de ser, os “anti-católicos” deram o ar de sua (des)graça por lá também.

“Se formos analizar a míseria que existe no mundo por falta de planejamento,veremos que o Sr. tem razão. Mas se formos deixar nos levar pela voz so sentimento teremos opinião como os Católicos.” (Camila)

Sacaram? Não podemos ter a mesma opinião que “eles”... Mesmo que estejam certos.

“Sim sr., senhor Bispo, concordo plenamente com o sr. A igreja catolica e que quer que as pessoas tenham esse pensamento que aborto e pecado, usar camisinha e pecado…para eles (padres) e tudo pecado, porque o que eles (padres) querem e criancas indefesas para praticarem os seus crimes ideondos (pedofilia), mas a babilonia esta caindo e vai cair de vez. Mas e pena que ate la ainda muitos inocentes vao sofrer nas maos deles (padres) isso o povo nao ve e nao critica…Meditem nisto Fiquem com Deus” (maggy)

Ai, que meda!

Os carolas do Santo Edir (ou São Macedão?) também rezaram lá.

“DEUS te abençõe Bispo e toda a sua fámilia e que o sr sempre possa colocar estas coisas para que venhamos dar valor a tudo o que DEUS tem nos dado” (jorgeSP)

“Bispo, essa visão que hoje o senhor tem sobre um assunto tão delicado como este, só demonstra o quanto o senhor tem amadurecido emocionalmente e espiritualmente no decorrer destes anos!!! Que Deus o abençoe cada dia mais!! Vamos em frente!!!” (carmem lucia)

“Bispo perfeita sua colocação, seu disernimento só confirmam a sabedoria que Deus tem lhe dado pra tantos assuntos polemicos que ajudam a abrir nossas mentes” (Michele Guimarães DF)

“Amado Bispo. o senhor não emitiu uma opinião,mas iluminado pelo Espirito Santo disse uma verdade que eu ainda não havia escutado.” (jose t.s.barros oliviera-tijuca-rj)

“Estou feliz Bispo, o diabo está revoltado!!! rsrsrsr Se o tema fosse Falar em Línguas, Profecia.. (Não que este tema não seria de Deus) mas se fosse um tema mais ‘tranquilo’, então, estaria tudo bem, todo mundo numa boa…CONTINUE NA FÉ E NA INTELIGÊNCIA BISPO!” (Bruna Telles)

“É isso aí meu Bispo! Concordo com o Senhor e assino em baixo!” (Nádia)

Amém!

Separei ainda alguns comentários do tipo “nada a ver”. Vejam.

“Bispo, concordo com o senhor. Precisamos de Homens e Mulheres de Deus para governarem Municípios, Estados e Países, pois, está escrito: “Feliz a nação cujo Deus é o SENHOR”, Sl 33.12. Deus abençõe o senhor abundantemente.” (Ivaney)

“oi !bispo , gostei muito da mensagem eu creio que o próprio DEUS nos deu o livre arbitro, de servir e não servir , de ser servo ,e não ser um bom servo.Depende de cada um .Que Deus te abençoe.” (DANIELE)

“Good moring all. TODO PROPOSITO TEM UM OBJETIVO” (junior)

Tá, galera, mas... E o aborto? O que é que a gente faz com ele?

O everaldo ainda achou um versículo bíblico para justificar o aborto (afff...):
“O DEUS DE MENTE ABERTA E INTELIGENTE QUE FALA A INTELIGENTES DIZ : Se o homem gerar cem filhos, e viver muitos anos, de modo que os dias da sua vida sejam muitos, porém se a sua alma não se fartar do bem, e além disso não tiver sepultura, digo que um aborto é melhor do que ele; Eclesiastes 6:3”

Para ele, um texto também:

“Servireis ao SENHOR, vosso Deus, e ele abençoará o vosso pão e a vossa água; e tirará do vosso meio as enfermidades. Na tua terra, não haverá mulher que aborte, nem estéril; completarei o número dos teus dias.”
(Êxodo 23:25,26)


E para encerrar (aleluia!), dois comentários de pessoas que se posicionaram contra o aborto, e que achei sensatos e esclarecedores, ao mesmo tempo em que se mostram firmes, proféticos e contrários a essa anomalia filosófica que o Sr. Edir quer promover no meio cristão.

O primeiro é do Leo:


“BP MACEDO, QUERO AGRADECER A DEUS PELA SUA MAE NAO TER ABORTADO O SENHOR, BISPO. APESAR DA POBREZA QUE O SENHOR CONTA EM QUE VIVIAM E DA VIDA DIFICIL, ELA TEVE FE PRA DEIXA-LO NASCER. GRACAS A DEUS ELA NAO PENSAVA COMO O SENHOR NA QUESTAO DO ABORTO, NAO EH?”

Sinceramente, Leo, você é melhor do que eu, cara. Eu não estou certo de ser tão agradecido assim...

E o segundo é o da Camila:

“Msm antes da criança nascer, já há vida no ventre materno, fato incontestável pela ciência, tanto é que os direitos do nascituro são preservados pela lei. Agora se o nascimento de uma criança não é fruto da vontade de Deus, qual a diferença de tirar-lhe a vida dentro ou fora do ventre materno? Seguindo esse raciocínio os pais poderiam tirar a vida dos filhos msm depois de nascidos, uma vez que são frutos de suas próprias vontades e não da vontade de Deus! Pra mim, aborto é uma forma de homicídio”

Simples, direto, contundente e digno do mais ensurdecedor dos silêncios.

Para quem ainda tinha dúvidas, taí!

Há esperança para o pau podre (Jó 14:7,8).

Existe vida na IURD.

Graças a Deus!