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O MEU PASTOR É DEUS*

*Por Jorge Rehder



O meu Pastor é Deus, nada me faltará
Tudo o que eu preciso Ele proverá
O meu Pastor é Deus, me protegerá
Em verdes campos, junto às águas
Me fará descansar

Restaura minha alma
Guia os meus passos
Pelos Seus caminhos
Por Seu grande amor

Não temerei se no vale escuro eu andar
Protegido serei, junto a mim Ele estará
O Seu amor e o Seu bem me valerão
Pra sempre em meu viver
Até aquele dia em que habitarei
Para todo o sempre com o meu Pastor

Prepara-me uma mesa
Na presença de inimigos
Meu cálice transborda
Tenho consolo e unção

Não temerei se no vale escuro eu andar
Protegido serei, junto a mim Ele estará
O Seu amor e o Seu bem me valerão
Pra sempre em meu viver
Até aquele dia em que habitarei
Para todo o sempre com o meu Pastor

O meu Deus

O meu Pastor é Deus

Nota do EdV:

Jorge Rehder se foi.

Vencido pelo câncer, tombou fatalmente na madrugada de ontem, dia 08 de novembro.

Mas aqui somente.

Seu cheiro de poesia, musicalidade e fé ainda perfuma o ar de muitas manhãs...

E assim será...

Até aquele dia em que as manhãs não têm mais fim...

E que Pedro chamou de dia eterno (II Pedro 3:18)

"Até aí, Jorge! Até aí!"

UM CLAMOR DIÁRIO


"Oh, Bondoso Senhor,
revele poderosamente
aos admiradores dos batidões e dos pancadões de funk
a existência, já antiga até,
dos fones de ouvido.
Por favor!"

COMIDO DE BICHO

Meu Deus...!

E eu que pensei que já tinha ouvido de tudo...



Nota do EdV: Vi no Genizah.

JACKO



Ainda sob resquícios do efeito da consternação pela súbita notícia da morte de Michael Jackson, e sem intenção alguma de ser oportunista, gostaria de repercutir aqui uma pequena reflexão pessoal que tenho sobre a figura admirável e controversa em que o rei do pop se tornou.

Sinto-me à vontade em fazê-lo, por dois motivos óbvios.

Primeiro porque sou grande fã (sim!) de Michael.

Segundo porque este blog é meu.

Mas como a proposta do blog é essencialmente cristã, não farei disto aqui um debate nem apresentarei (mais) um tratado sobre a influência de Michael Jackson na música mundial, e seu legado cultural.

É que curiosa e coincidentemente, nos últimos meses, Michael Jackson foi assunto de diversas conversas, as quais eu vinha tendo com alguns amigos. Falávamos sobre minha admiração pelo trabalho dele, da desconfiança geral que suas excentricidades sempre causavam, do constrangimento pessoal que o próprio artista deveria enfrentar depois de tantas polêmicas, enfim.

Diferentemente do que pensa talvez a maioria dos radicalistas cristãos, não vejo Michael Jackson como um símbolo e um exemplo (a não ser seguido) para aqueles que buscam satisfação nas coisas dessa vida.

Nesse particular, qualquer outro artista, qualquer outro homem serviria. É o que todos fazem afinal.


Em minha opinião, a grande questão que envolve o mito Michael Jackson é que homem algum, no lugar dele, faria qualquer coisa diferente do que ele fez.

E muitos de nós faríamos pior até.

Pense nisso.

Homem nenhum na face da Terra tem estrutura emocional, psíquica e até mesmo física para suportar sobre si a carga de ser, sem nenhuma sombra de dúvida, a pessoa mais famosa do mundo.

Tudo o que Michael Jackson fazia virava notícia, repercutia, e ou era tendência ou chocava, mas sempre impressionava, e iludia.

Toda opinião dada por ele era discutida, debatida, contestada, corroborada, reverenciada.

Imagine você.

Imagine não poder sair de casa sem que milhares de flashes pipocassem sobre você a todo o tempo, e, no dia seguinte, seu rosto (coberto ou não) estivesse estampado nos jornais do mundo inteiro, alguns com as mais esdrúxulas especulações.

Imagine não poder ir ao shopping ou ao cinema, sem ter antes de se preocupar em fechá-los ao público para poder conseguir voltar pra casa, pelo menos, com a roupa do corpo.

Imagine ter, mas não ter amigos, porque a linha entre a amizade e o interesse, nesses casos, é absolutamente tênue demais.

Imagine não poder errar, com ninguém, sob pena de ter de prestar esclarecimentos públicos e responder em juízo, porque, na verdade, aquela pessoa não foi humilhada nem lesada por você; é só mais alguém correndo atrás de levar um pouco do seu rico dinheirinho.

Imagine saber-se deus para tantas pessoas.

Imagine não poder chorar, não poder fraquejar, não poder desabafar, não ter a quem recorrer, não ter em quem confiar.

Imagine ter o mundo aos seus pés, mas passar por uma rua e, de dentro dos vidros totalmente escuros de seu luxuoso carro (que você nem mesmo pode dirigir!), ver um pai empurrando o filho num balanço de parque, enquanto a mãe prepara junto com a filha o lanche do piquenique que farão depois.

A mera idéia de Deus já nos é assustadora, como vimos aqui.

Imagine ter essa idéia acerca de si mesmo.

Enlouquece, acredite.

E é bem provável que as excentricidades de Michael Jackson e as polêmicas que o envolveram em todos esses anos sejam mais bem compreendidas agora.

Ou até desculpadas.

Afinal, a vida parece muito mais simples aos olhos dos normais.

Jacko, como era carinhosamente chamado pela família, foi um dos mais talentosos artistas que o mundo já conheceu, senão o maior deles, e mais uma vítima infeliz de seu próprio sucesso.

Sucesso que, sinceramente, não sei se ele quereria mesmo ter.

Por isto o meu respeito à família, aos amigos e aos fãs.

* 29/08/1958
+ 25/06/2009

MOONWALK

26 anos atrás...

16 de maio de 1983.

Teatro de Los Angeles.

25º aniversário da gravadora Motown.

"Yesterday, Today and Forever Show".

3 mil celebridades americanas presentes.

50 milhões de telespectadores.

Artistas como Barry White, Marvin Gaye e Temptations se apresentavam.

Quase no fim, sobe ao palco o popularíssimo Jacksons Five.

Duas canções:

“I Never Can Say Goodbye” e “I Want You Back”.

Apoteose total.

Os Jacksons se despedem.

Minutos depois volta ao palco o ilustre caçula.


Com uma misteriosa e intrigante luva branca em apenas uma das mãos, Michael Jackson apresenta ao mundo a contagiante “Billie Jean”, lançada seis meses antes.

Tudo ia muito bem, até que...

Aos exatos 3 minutos e 39 segundos, diante da perplexidade de todos, o movimento que mudaria para sempre os rumos da música pop em todo o mundo.



26 anos depois...

25 de junho de 2009.

E novamente, perplexidade total.

A REJANE...


... metade mais linda de mim...



... minhas palavras, na voz e na belíssima interpretação de Ivan Lins.


DOCE PRESENÇA
Ivan Lins / Vitor Martins

Sei que mudamos desde o dia que nos vimos
Li nos teus olhos que escondiam meu destino
Luz tão intensa
A mais doce presença
No universo desse meu olhar

Nós descobrimos nossos sonhos esquecidos
E aí ficamos cada vez mais parecidos
Mais convencidos
Quanto tempo perdido
No universo desse meu olhar

Como te perder
Ou tentar te esquecer?
Inda mais que agora sei que somos iguais
E se duvidares, tens as minhas digitais
Como esse amor pode ter fim?

Já tens meu corpo, minha alma, meus desejos
Se olhar pra ti, estou olhando pra mim mesmo
Fim da procura
Tenho fé na loucura
De acreditar que sempre estás em mim

p.s.: Sabe aquelas poesias que você é que gostaria de ter escrito?

DUAS MANEIRAS DE SE FALAR COM DEUS



Em 1980, Gilberto Gil escreveu, a pedido de Roberto Carlos, a música “Se eu quiser falar com Deus”, considerada um clássico da nossa música popular, e que foi imortalizada, posteriormente, na voz de Elis Regina e do próprio Gil.

No livro intitulado “Gilberto Gil – Todas as Letras” (Cia. das Letras - Ed. Schwarcz, editado em 1996, organizado por Carlos Rennó), Gil revelou como foi a concepção da música:

“O Roberto (Carlos) me pediu uma canção: ‘Do que eu vou falar? Ele é tão religioso - e se eu quiser falar com Deus? E se eu quiser falar de falar com Deus?’ Com esses pensamentos e inquirições feitas durante uma sesta, dei início a uma exaustiva numeração: se eu quiser falar com Deus tenho que isso, tenho que aquilo, que aquilo outro. E saí. À noite voltei e organizei as frases em três estrofes”

Eis abaixo música e letra, para se rememorar ou simplesmente conhecer:

 



SE EU QUISER FALAR COM DEUS
Gilberto Gil (1980)

Se eu quiser falar com Deus tenho que ficar a sós
Tenho que apagar a luz, tenho que calar a voz
Tenho que encontrar a paz, tenho que folgar os nós
Dos sapatos, da gravata, dos desejos, dos receios,
Tenho que esquecer a data, tenho que perder a conta
Tenho que ter mãos vazias, ter a alma e o corpo nus

Se eu quiser falar com Deus tenho que aceitar a dor
Tenho que comer o pão que o diabo amassou
Tenho que virar um cão, tenho que lamber o chão
Dos palácios, dos castelos suntuosos do meu sonho
Tenho que me ver tristonho, tenho que me achar medonho
E apesar de um mal tamanho alegrar meu coração

Se eu quiser falar com Deus tenho que me aventurar
Tenho que subir aos céus sem cordas pra segurar
Tenho que dizer adeus, dar as costas, caminhar
Decidido pela estrada que ao findar vai dar em nada,
Nada, nada, nada, nada,
Nada, nada, nada, nada,
Nada, nada, nada, nada,
Do que eu pensava encontrar

Sobre a resposta de Roberto, o próprio Gil confessou:

“O que chegou a mim como tendo sido a reação dele, Roberto Carlos, foi que ele disse que não era a idéia de Deus que ele tem.”

Mas esclareceu:

“Ali, a configuração não é a de um deus nítido, com um perfil claro, definido. A canção (mais filosófica, nesse sentido, do que religiosa) não é necessariamente sobre um deus, mas sobre a realidade última: o vazio de Deus - o vazio-Deus."

Se for mesmo assim, o que só Deus sabe de fato, além de admirar a beleza melódica e harmônica da música, tenho que assumir, por este prisma, minha cumplicidade à idéia de Gil.

Sobre isto também, a jornalista, escritora e pastora metodista, Hideíde Brito Torres, de Cataguases/MG, fez em seu blog “PALAVRA(S)” uma leitura que me pareceu absolutamente coerente da música, e que se funde bem aos argumentos de Gil.

Mas talvez a grande maioria dos cristãos sentiu-se mesmo foi ultrajada com o estereótipo criado pela letra da música de Gilberto Gil, por interpretá-las ofensivas à natureza de Deus, o Único Deus Verdadeiro.

O grande músico e compositor Carlos Sider foi um dos que, segundo ele mesmo diz, sentiram-se incomodados com as palavras do músico baiano.

Em suas próprias palavras, o que Sider disse foi:


“Francamente, confesso que sempre sofri com esta música do Gil. Primeiro, obviamente, por conta da letra. Eu já conhecia pessoalmente a Deus, me relacionava com Ele, quando a música apareceu nas rádios. Não podia entender como alguém desejava apresentar o Deus pessoal que eu conhecia naquela imagem disforme de qualquer coisa, menos o verdadeiro Deus.

Mas, em segundo lugar, sofria porque gostava (e continuo gostando) da melodia e da harmonia. De um lado eu queria aprender a tocá-la. De outro, queria esquecer dela.”


Então, genialmente, como tinha de ser, e 10 anos após, Sider escreveu-lhe uma resposta, bem à altura, e na mesma moeda, compondo, produzindo e cantando uma música que falava da realidade fática daqueles que seguem a Deus.

A canção, chamada “Resposta a Gil”, está no belíssimo CD “Frutos de Vida II”, lançado em 1996, e é ela que eu lhes apresento hoje aqui.

Clique, ouça e acompanhe:


 



RESPOSTA A GIL
Carlos Sider (1990)

Se eu quiser falar a um simples deus qualquer
Desses que a mente sempre vai criar
Desses que aos milhares vem se ofertar
Sujo espelho de quem quis ser, mas não será

Nobre amigo, tenho então de concordar
Com tuas notas, teus acordes, o teu triste cantar
Dura estrada, trilha errada,
Longa saga de alta paga
Que ao fim dá mesmo em nada, nada, nada, nada, nada
Nada...

Mas se eu for falar com nada mais que Deus
Não preciso nem sequer me concentrar
Nem de longe tenho que me flagelar
Sua voz me fala antes que eu venha a falar

Nobre amigo, nem sequer O procurei
Fui achado, resgatado, me bastou que escutei
E Ele é a vida desejada,
Mais que achada, ofertada,
Ele é tudo, tudo em mim,
Ele é tudo, tudo em mim,
Ele é tudo, tudo em mim

Muitas vezes já falei com Deus...


Duas belíssimas músicas...

E um só Deus.

Bem descrito ou não...

Deus.

E Ele, para mim, basta.

ALGUÉM COMO EU*

Clique, ouça e acompanhe


*Por Stênio Marcius

Entra, Mestre
Descansa um pouco
Estás cansado, estás sedento
E rouco

Dorme, Mestre
A casa é Tua
Já fechei porta e janela
Pra rua

Deixou-me falando só
Dormiu tão pesado, fazia dó
Como será, Mestre, este sonho Teu?
Sonhas como homem? Sonhas como Deus?
Sonhas com a glória que tinhas com o Pai na luz?
Ou sonhas com a cruz?

Perdoa, Mestre
Mas já é hora
Uma multidão Te espera
Lá fora

Estás decidido
Não te detenho
Vais curando até chegar
Ao lenho

Partiu, fica a paz em mim
Fica a sala com cheiro de jasmim
Vai verter a vida do corpo Seu
Pra levar a culpa de alguém como eu
Pra lavar o sujo do meu próprio eu
Levar-me puro a Deus

Nota do EdV:

Inegavelmente, uma das canções mais lindas que já ouvi em toda a minha vida.

Stênio é um gênio simples, de alma regionalista, do campo, da vida, e de Deus. Suas músicas sempre me abençoam muito.

Devo, portanto, e mais uma vez, um agradecimento especial ao brilhante João Alexandre, que, com sua sensibilidade, fez-me conhecer essa canção dias atrás, enriquecendo-a ainda mais (o que me custaria acreditar ser possível, não fosse o João!) com sua voz lindíssima, seu talento e violão.

Valeu, amigo!

Mas, sobretudo...

"Obrigado, Jesus, por amar alguém como eu!"

EU NÃO ESTOU APAIXONADO POR JESUS



Não tem jeito. Eu tentei me conter, mas não tem jeito. Vão me chamar de louco, de radical, de julgador, de isto, de aquilo... Mas não posso me calar ao que sinto. E estou pronto para as pedras, se vierem.


“A mediocridade é a arte de não ter inimigos”, disse o humorista peruano Sofocleto. A isto eu acrescentaria ainda que uma mediocridade que se preze não tem consciência de si própria, posto que é medíocre. Assim, seria medíocre de minha parte não mexer neste vespeiro; e medíocre será quem nem ao menos considerá-lo.


É comum a Igreja tomar emprestado alguns valores dos tesouros escusos que o mundo possui, para utilizá-los no serviço sagrado de servir a Deus.


Creio que isto ocorre, em parte, por inspiração de um testemunho pessoal feito por Paulo em sua primeira carta aos coríntios, capítulo 9, versículos 20 a 23, quando ele dizia ter se feito passar por tudo (judeu, sem lei, fraco...) para com todos com o fim de salvar alguns.


Mas temo ainda mais que, no (des)esforço de ser “tudo para com todos”, a Igreja acabe por aceitar ser também tola para com os tolos, tornando-se estúpida; e impura para com os impuros, tornando-se mundana.


É assim que hoje vemos elementos místicos de tamanha estranheza sendo misturados à fé cristã genuína, produzindo mais uma espécie de sincretismo evangélico do que qualquer suposta manifestação espontânea de Deus, no sentido de alcançar alguém ou alguns, como a gostam de legitimar.


Um desses elementos é a paixão.


Quero crer que, em algum momento, em algum lugar, por alguma razão muito justificável e pura, alguém, completamente enlevado pela presença de Deus e constrangido a dizer-Lhe algo que fosse original, ousou pronunciar-Lhe as palavras “Estou apaixonado por Ti!”. Esse gesto, sem dúvida, deve ter alegrado muito o coração do Pai, porque pretendia sintetizar o “insintetizável”, traduzir o intraduzível e dizer o que era – agora se sabe – simplesmente indizível.


Aliás, este termo aí, “simplesmente”, nos remete àquela que é o grande divisor de águas entre o que pode ou não ser aprovado diante dos olhos de Deus: a simplicidade. Segui-la é garantia de sucesso; abster-se dela, de fracasso.


Lembremo-nos, por exemplo, de que a diferença entre o sacrifício de Abel e de Caim é que o primeiro foi, ipsis litteris, do jeitinho que Deus pediu; enquanto que o segundo foi inovador, diferente. Nada, porém, do que “rezava a cartilha de Deus”. E o resultado, todos sabemos qual foi.


Mas, das duas, uma: ou havia alguém perto quando aquele sincero adorador declarou seu amor apaixonado a Deus, e esse alguém achou bonito, inovador, diferente, “mó legal” e resolveu espalhar; ou o próprio autor da façanha resolveu repetir a dose...


E pegou!


Infelizmente.


Porque agora é um tal de estar de apaixonado por Deus pra cá, estar apaixonado por Deus pra lá, estar desesperado de amor, enlouquecido de amor, bêbado de amor, enamorado, ensandecido, alucinado...


Às vezes, sinto como se estivesse assistindo ao diálogo de um casal, durante uma tórrida cena de amor, num filme romântico qualquer.


Nossas músicas... Nem o Wando faria melhor!


E então somos uma geração de apaixonados... Ora, mas vejam só!


Segundo alguns dos muitos dicionários que procurei, a paixão é uma espécie de sentimento excessivo, amor ardente, afeto violento, entusiasmo, cólera, grande mágoa, vício dominador, alucinação, sofrimento intenso e prolongado, parcialidade.


Vale também uma consulta pelo Wikipédia para ver a definição de paixão por lá.


E há outras definições, provavelmente menos oficiais, mas nem por isto, desinteressantes, como a do Melhor da Net que diz que a paixão é o amor que se desequilibra. Ou a do Diclucki que diz que ela é o sentimento que impede de se raciocinar com a lógica. Ou ainda a do Blog da Adriana, que define paixão como sendo algo intenso, mágico, que parece único, e que conclui dizendo: “O grande problema é que sem os componentes de intimidade e de compromisso do amor, a paixão pode desaparecer de repente, tão rápido quanto apareceu.”



Aliás, este último detalhe é de grande relevância para o que me proponho dizer aqui.


Há uma grande diferença entre amar e estar apaixonado, e, nisto, todos parecemos concordar. Mas um desavisado alienígena, que nos visitasse e visse de perto muitas das manifestações de paixão que são feitas ao Senhor, concluiria facilmente que a paixão deve ser, sem dúvida, um estágio avançado de amor; quando o contrário é que é verdadeiro.


A paixão é passageira e, pior, curtíssima. O amor jamais acaba (I Coríntios 13:5b). A paixão é algo superficial, comum e relacionado à pele. O amor é profundo, sobrenatural e está ligado ao caráter, ao espírito.


A professora e pesquisadora da Universidade Cornell de Nova York, a americana Cindy Hazan, acredita que a paixão nos seres humanos dure – veja só! – de 18 a 30 meses, “tempo de vida” suficiente apenas “... para que o casal se conheça, copule e produza uma criança” (leia aqui).


Desculpem-me usar neste texto essa linguagem tão formal, científica e talvez carnal demais para alguns, mas o que quero exatamente é ressaltar isto: preocupa-me esta inserção de valores feita à revelia no seio da Igreja. Nem sequer sabemos o que significam certos termos que utilizamos.


Talvez o conceito das Escrituras nos valha, não é?!


Lá, vamos encontrar cinco referências à palavra paixão. Em apenas uma delas, o termo hebraico usado, “yahab”, foi traduzido como “apaixonadamente”, indicando intensidade (Oséias 4:18), mesmo assim relacionada a algo ilícito, a desonra. Em outras duas (Provérbios 7:11; 9:13), a palavra é “hamah” (apaixonado), cuja raiz é, entre outras, murmurar, rosnar, rugir, enfurecer, tumultuar e perturbar. Quanto a Ezequiel 23:11, o termo que foi traduzido por paixão é “àgabah” e significa lascívia mesmo, exatamente como foi traduzido em Colossenses 3:5, sem rodeios: “... paixão lasciva...”


Como vêem, a paixão não parece gozar de muito prestígio bíblico.


Mas não é apenas uma questão de semântica, como se substituindo um palavra por outra, a coisa pudesse se resolver. Não, infelizmente.


Há todo um clima, um ambiente místico criado ao redor deste “mover”: músicas longas e de frases curtas que, repetidas à tão grande exaustão, lembram mais alguns mantras hindus; danças (ou meros gestos?) semelhantes a um estado de transe hipnótico e afeições estático-abobalhadas um tanto quanto esquisitas demais, como se a pessoa estivesse sob o efeito de alguma droga anfetamínica.


No fim, tal experiência pareceu mais fruto de uma abdução que de um “encontro com Deus”.


Aliás, não lhes soa estranho que “encontros com Deus” não eram tão freqüentes assim na vida dos santos do passado? E, se haviam, os sintomas eram muito outros!


Quando Deus falou do meio da sarça que ardia, Moisés “... escondeu o rosto, porque temeu olhar para Deus” (Êxodo 3:6). Mais tarde, curiosamente depois de outras aparições apoteóticas, Deus responde a um pedido de Moisés para ver a Sua glória dizendo: “Não me poderás ver a face, porquanto homem nenhum verá minha face e viverá” (Êxodo 33:20). Moisés só viu o que pôde ver, e sequer ao menos sabia que seu rosto resplandecia depois disso (Êxodo 34:29).


Isaías “viu” a Deus e, porque creu, temeu pela própria vida. Zacarias “viu” a Deus e, porque não creu, ficou três meses mudo. Mas nem nestes casos nem noutros, vemos qualquer coisa parecida com o que temos visto em nossos dias.


Será que somos uma geração mais privilegiada que as gerações bíblicas?


Vejam também os grandes pais de nossa fé: Agostinho, Lutero, Wesley, Finney, Moody... Homens introspectivos, castos, reverentes, morigerados. Por que não lhes copiamos?


Ah, porque somos os “adoradores extravagantes”, não é?! Será que não vemos? “Extravagante” significa “esbanjador; perdulário”. O que isto tem a ver com Cristo, meu Deus?


Há um excelente artigo escrito pelo Pr. Vanderlei Frari, de Londrina/PR, entitulado “Extravagante ou Extravasante?”, e que eu recomendo, em que ele corrige o termo (talvez quiséssemos dizer “extravasante”, cujo significado vai bem mais à calhar), e faz uma proposição interessante: porque não nos levantamos como uma geração de “ofertantes extravasantes”?


Eu aproveito e sugiro também uma geração de “santos extravasantes”, ou de “servos extravasantes”, ou de “perdoadores extravasantes”, ou de “obedientes extravasantes”, enfim.


Mas o fato é que eu considero suspeita essa manifestação pós-modernista de culto, porque todo encontro do homem “com Deus” resultou sempre numa mudança radical de seu caráter (e algumas vezes até do nome), fazendo-o olhar-se dentro e conhecer-se tão potencialmente mau que não lhe restava outra coisa senão tremer e temer.


E o que sugiro aos meus amados irmãos que sinceramente querem expressar-se a Deus é mesmo isto: uma reflexão; igualmente sincera.


E, ao mesmo tempo, que fiquem tranqüilos com o que eu digo aqui, porque é apenas a opinião de alguém que também será julgado diante de Deus; motivo pelo qual eu temo muito não ser achado aprovado por Ele...


Inclusive, naquilo que julgo estar fazendo em Seu nome (Mateus 7:22).

SÓ EU SEI...




Só eu sei
As esquinas por que passei
Só eu sei
Só eu sei

Sabe lá
O que é não ter e ter que ter pra dar
Sabe lá
Sabe lá

E quem será
Nos arredores do amor
Que vai saber reparar
Que o dia nasceu?

Só eu sei
Os desertos que atravessei
Só eu sei
Só eu sei

Sabe lá
O que é morrer de sede em frente ao mar
Sabe lá
Sabe lá

E quem será
Na correnteza do amor
Que vai saber se guiar?

A nave em breve ao vento vaga de leve e trás
Toda a paz que um dia o desejo levou

Só eu sei
As esquinas por que passei
Só eu sei
Só eu sei

(Djavan, "Esquinas")
Álbum: Lilás
© 1984 Luanda Edições Musicais Ltda.

O REINO DA BAILARINA




Em 1983, o Balé do Teatro Guaíra criou o espetáculo musical “O Grande Circo Místico” que fez muito sucesso no país e também no exterior.

A peça, que foi inspirada num poema homônimo do livro “A Túnica Inconsútil”, coleção de poemas católicos que o alagoano Jorge de Lima (1895-1953) escreveu em 1938, contando a história da família Knieps e da dinastia do Grande Circo Knieps, mostra a história da paixão de um aristocrata por uma bailarina, a jovem Beatriz.

Aliás, o carro-chefe do espetáculo é uma belíssima canção, exatamente chamada “Beatriz”, composta por Chico Buarque em parceria com Edu Lobo, e que tem a interpretação primorosa de ninguém menos que Milton Nascimento.

No CD “O Grande Circo Místico”, lançado em 2005, há ainda uma faixa bônus instrumental de “Beatriz” tocada pelo mestre Tom Jobim. Mas há outras músicas e performances igualmente antológicas.

Dentre elas, a música “Ciranda da Bailarina”, também composta pela dupla Chico-Edu em 1982 para o espetáculo, onde o aristocrata, refém de seu amor platônico, canta, em versos infantis, seu alumbramento pela acrobata.

A inocência da música nos remete à própria inocência do rapaz (ouça, e leia, abaixo).

CIRANDA DA BAILARINA
(Edu Lobo/Chico Buarque)




Procurando bem
Todo mundo tem pereba
Marca de bexiga ou vacina
E tem piriri, tem lombriga, tem ameba
Só a bailarina que não tem
E não tem coceira
Berruga nem frieira
Nem falta de maneira
Ela não tem

Futucando bem
Todo mundo tem piolho
Ou tem cheiro de creolina
Todo mundo tem um irmão meio zarolho
Só a bailarina que não tem
Nem unha encardida
Nem dente com comida
Nem casca de ferida
Ela não tem

Não livra ninguém
Todo mundo tem remela
Quando acorda às seis da matina
Teve escarlatina
Ou tem febre amarela
Só a bailarina que não tem
Medo de subir, gente
Medo de cair, gente
Medo de vertigem
Quem não tem

Confessando bem
Todo mundo faz pecado
Logo assim que a missa termina
Todo mundo tem um primeiro namorado
Só a bailarina que não tem
Sujo atrás da orelha
Bigode de groselha
Calcinha um pouco velha
Ela não tem

O padre também
Pode até ficar vermelho
Se o vento levanta a batina
Reparando bem, todo mundo tem pentelho*
Só a bailarina que não tem
Sala sem mobília
Goteira na vasilha
Problema na família
Quem não tem

Procurando bem...
Todo mundo tem...


É claro que a bailarina acima não existe.

Ou não existe, ou ela não é deste mundo (e por isto mesmo não exista), porque aqui “procurando bem, todo mundo tem...”

Todo mundo tem seu telhadinho de vidro afinal.

E a Igreja precisa entender que não é uma exceção a esta regra.

Uma das mais felizes analogias feitas por Jesus à Igreja está em Mateus 22, no episódio do rei que prepara um grande banquete para celebrar as bodas do seu filho.

Diante da veemente negativa dos seus convidados, com desculpas esdrúxulas, o rei, resoluto, manda buscar todos os que forem encontrados nos guetos, vielas, becos, buracos, esgotos, e ordena: “... insistam pra que venham”.

Quando o rei finalmente entra pelo salão de jantar, alvíssaras!, encontra a mesa cheia.

Esse rei é figura inegável de Deus, assim como os presentes à festa correspondem à Sua Igreja.

Mas convém notar, por óbvio, que lugares como aqueles não deviam encerrar pessoas de muito prestígio e saúde. Não a ponto de freqüentarem os palácios, inda que esporadicamente.

Contudo, foi graças a esse “critério duvidoso” que um cara como eu, por exemplo, pôde ser convidado, e julga fazer parte hoje (senão hoje, algum dia, pelo menos) da lista de Seus sortudos comensais.

Mas nem é preciso "procurar bem" para encontrar mazelas as mais variadas em gente assim.

Basta um vislumbre pelo castelo real e um olhar rápido pelos utensílios de ouro e prata puríssimos, ou os tapetes de tecidos nobres e caros, pr’aquela gente se sentir a mais indigna possível.

Basta comparar o glamour real com a completa inépcia das pessoas assentadas ali, que mal sabiam manejar um talher daqueles.

Basta uma só palavra da boca de qualquer um deles, para a mais imbecil das toleimas se revelar, e arrancar risos incontroláveis da boca dos soldados que formavam a escolta real, e que estavam, até então, rijos e graves ali.

Aquela gente é tola demais.

Não fosse a bondade e a misericórdia do rei...

Pois é, pessoal. Não fosse a bondade e a misericórdia do Rei, só a bailarina participaria daquela festa.

Mas a bailarina não existe, não é mesmo?!

Há quem diga, entretanto, que sim.

Que Beatriz, na verdade, não era perfeita de fato, e que o era apenas para seu nobre aristocrata apaixonado, que, cegado pelo amor, não via nela defeito algum.

Há quem diga, portanto, que o amor é capaz de encobrir defeitos, e fazer com que uma bailarina qualquer, ou quem quer que seja ela, se apresente como alguém impecável.

Sim, há quem diga isto.

E a Bíblia diz algumas coisas semelhantes a esta também:


“Bem-aventurado aquele cuja iniqüidade é perdoada,
cujo pecado é coberto.
Bem-aventurado o homem a quem o Senhor não atribui iniqüidade,
e em cujo espírito não há dolo”
(Salmo 32:1-2)

"O ódio excita contendas,
mas o amor cobre todas as transgressões”
(Provérbios 10:12)

“Acima de tudo, porém, tende amor intenso uns para com os outros,
porque o amor cobre multidão de pecados”
(1 Pedro 4:8)


Em relação a Deus, nenhuma dúvida de que Ele faça assim.

Mas a questão aqui é: e em relação aos nossos irmãos?

Sim, porque sinto que ainda existe muita gente “bailarina” por aí, que não está acostumada com defeitos (porque não deve tê-los, com certeza – e tomara mesmo não tenham, para o bem deles), os aponta com presteza e nem sempre está muito disposta a suportá-los por muito tempo.

Gente que sabe como ninguém “procurar bem”.

Aí...

Bem, aí, se procurar direitinho mesmo, ninguém escapa.

E eu, que não sou bailarina, muito menos.

A não ser que eu seja amado por alguém algum dia.

Como o sou por Deus sempre.

*Observação: A censura na época vetou a utilização dessa palavra na música.

"E AGORA, QUEM PODERÁ ME DEFENDER?"




Eu confesso: sou um fãzaço dos personagens de Roberto Gómez Bolaños (que considero um gênio).

Roberto é o ator por trás do personagem Chaves, que até hoje “salva” os índices de audiência do
SBT, mas também a mente que criou, senão todos, a maioria dos personagens da série que já está com quase 40 anos.

Sou tão fã, mas tão fã, que me chateava ao saber de certas rusgas nos relacionamentos entre alguns, como, por exemplo, da atriz
Maria Antonieta de las Nieve, a Chiquinha, com Roberto Bolaños. Ou deste com o ator Carlos Villagrán, o Kiko (este problema entre eles durou mais de 20 anos, mas dizem já estar superado).

Eu, em minha ainda tenra ingenuidade, não me dava conta de que meus heróis, na vida real, talvez não fossem tão mocinhos assim.

Mas entre as engraçadíssimas criações da mente brilhante de Roberto Bolaños, está o grande (que aqui é apenas força de expressão) Chapolin Colorado, um herói cujos movimentos são todos “friamente calculados”.

Chapolin é a antítese do herói americano de que nos acostumamos.

É pequeno, feio, burro, desastrado, fraco e – pasmem! – medroso ao extremo.

E é exatamente isto que dá charme e requinte (será?) a Chapolin Colorado, ou Vermelhinho, como também é chamado.

Um bom site onde você encontra informações gerais sobre os personagens, fotos, vídeos e curiosidades é o
Turma do Chaves.

Agora poucos se lembram, mas na década de 80, exatamente dez anos após o debut de Chapolin nas telas mexicanas, o americano
Stephen J. Cannell criou um dos personagens mais engraçados e saudosos que eu já conheci: o Super-Herói Americano (“The Greatest American Hero”).


Dêem um lida na sinopse da série:

“Durante uma excursão com seus alunos, o professor Ralph Hanley é seqüestrado por ETs, junto com o agente secreto do FBI Bill Maxwell. Ao contrário do que pode parecer, os ETs querem auxiliar a Terra a solucionar seus problemas. Para isso, dão a Hanley um uniforme de Super-Herói para que ele ajude o agente Maxwell a salvar a humanidade. Como o professor Hanley não é nada organizado, acaba perdendo o manual de instruções que vinha junto com a roupa de Super-Herói. Como conseqüência, Hanley não consegue voar direito e acaba sempre derrubando uma parede ou se chocando contra o solo. Tudo fica muito atrapalhado quando ele veste seu super uniforme. O agente Maxwell tem grande dificuldade em fazer com que seu amigo fantasiado não se meta em encrencas, maiores do que já tem”.

Imaginem isto: o cara perde o manual de instruções que o auxiliaria a utilizar uma roupa que lhe dava super-poderes! E se torna um super-herói dos mais desastrados já conhecidos.

Que idéia fantástica! Que mente incrível! E que seriado maravilhoso era o Super-Herói Americano!

Pra quem não conhece, ou não se lembra, eis a seguir um vídeo, que garimpei no
Youtube, com a abertura do seriado:



Se você clicar “Play” abaixo, ainda poderá ouvir, inteira, a música tema, “Believe it or not” , de Joey Scarbury.





Perdoem toda esta minha tietagem aqui, mas é que eu me empolgo com idéias tão originais como estas.

Imaginem então qual não foi minha alegria ao saber que está por sair em cartaz nos cinemas o longa metragem da série, puxa (leiam a notícia aqui)!

Pois bem, pessoal, na minha modesta e, sobretudo, incauta avaliação crítico-cinematográfica, o Super-Herói Americano é, nada mais, nada menos que a versão americana do Chapolin Colorado.

Aliás, minha admiração por personagens desse tipo não estão limitados a apenas esses dois exemplos. Sempre gostei dos personagens, digamos, mais frágeis.

Sempre preferi o Frajola ao Piu-Piu. O Coiote ao Papa-Léguas. Não via a hora do Tom pegar o Jerry de jeito e queria, muito, que o Gaguinho desse uma lição de vez no Patolino ou, fosse o caso, no Pernalonga.

Sei que isto acabaria com muito do encanto que há hoje nesses personagens, mas meu estilo “defensor dos fracos e oprimidos”, mesmo que estes sejam exatamente os heróis, talvez se explique.

É que meu Herói Maior, Aquele que aprendi a amar e admirar acima de todos os demais, também foi um pouco assim. Ou muito.

Jesus, como homem, não foi exatamente o que poderíamos chamar de um Super-Homem.

Por 30 longos anos viveu entre o seu povo e não houve nada, em momento algum, que O denunciasse como sendo o Grande Messias esperado há séculos. Nunca se viu em Sua vida traços reais de comportamento, e Suas vestes mais se assemelhavam a dos plebeus.

Tinha, ao contrário, fome e frio, cansaço e medo, fraqueza e dor. É claro que Jesus não era desastrado ou burro como os nossos anti-heróis aí de cima. Mas eram essas as qualidades que vemos n'Ele, se quisermos tentar imaginá-Lo como um super-homem.

Sua limitação era tal ao ponto de, diz a Bíblia, haver uma ocasião em que contou com a ajuda dos discípulos para subir num jumentinho (Lucas 19:35).

Ora, vejam vocês! O Grande Rei dos reis, Senhor do senhores, Criador de toda a terra... Precisando da ajuda de alguns homens para montar um jumentinho!

É que Jesus era um Rei anônimo, um Messias escondido. Um Grande pequeno. Ou o Menor de todos, na realidade.

E, parafraseando a música de Joey Scarbury, “acredite ou não... era exatamente isto que O fazia sentir-Se tão livre”.


Sua fraqueza foi então Sua força, pois nela dependia de Deus. E Deus O ungia com poder (Atos 10:38).

Ser fraco, pois, não é necessariamente uma debilidade.


Quando somos fracos, nesse momento é que somos fortes (II Coríntios 12:10), e podemos então vencer.

É o antagonismo de Deus.

Tal qual Seu Reino e tudo o que nele há.

O que torna a nossa vida aqui tão excêntrica e este mundo tão fútil e excomungável.

MY REEDEMER LIVES*


* Por Team Hoyt


"Porque eu sei que o meu Redentor vive,
e por fim Se levantará sobre a terra"
(Jó 19:25)

Observação: "O meu Redentor vive" é a tradução do título do post.

O MAIS ALTO LUGAR DE ADORAÇÃO*


* Por Comunidade Evangélica da Zona Sul





A mais bela canção que existir
Os versos mais bonitos não irão
Expressar a beleza
Da Tua santidade

Se todo instrumento e toda a voz
Ao mesmo tempo emitissem sons
Ainda não expressariam
Tua grandeza, Pai

Tu és merecedor de receber
Bem mais do que eu posso Te dar
O mais alto lugar de adoração
Que eu alcançar
Ainda estará debaixo dos Teus pés

Então cria em mim, Senhor
Um coração que agrade ao Teu
Que eu seja como uma criança a Te louvar

Que o fruto dos meus lábios seja agradável a Ti, Senhor
E recebido como perfeito louvor

Autores: Ana e Edson Feitosa
Álbum: Marcas de Cristo